sexta-feira, 22 de março de 2013

Momento impagável da televisão

 (Cruzeiro do Sul - AC) - Na falta do que fazer (mesmo tendo muita coisa pra fazer) encontrei essa pérola. Nunca fui fã da banda Charlie Brown Jr. pois apesar de ter sido umas das maiores bandas da minha geração não faz muito meu estilo (só gosto um pouco de "Proibida pra mim"), mas é difícil ficar indiferente quando algo desse tipo acontece. E o apresentador Zé Cirilo, de uma afiliada do SBT no Maranhão também não conseguiu ficar indiferente, mesmo não sabendo quem era.


fonte: site Kibeloco

 Até a mistura de remédios com drogas e bebidas que supostamente matou o cantor parece simples na frente desse discurso: em dois minutos misturou Chorão com Charlie Brown (e não é Charlie Brown Jr, vão entender isso daqui a pouco), Carlinhos Brown, Benito di Paula, a Bahia e o carnaval baiano. Se o Chorão tivesse ressuscitado ele morria de novo vendo isso. 

 Como se não bastasse, no final do programa o apresentador ainda tenta se explicar, mas como quem explica se complica...



      fonte: eu mesmo, porque o Blogger não colocava esse vídeo
                do youtube

"Em sinal de apreço ao cantor Chales Brown jr, filho do cantor Charlie Brown, que morreu aos 42 anos..."
repare que ele ainda diz o nome Charlie Brown jr todo errado.

 Como já dizia o ditado: pior a emenda do que soneto.


Eu tô vivo sim. Quem é que tá
dizendo por aí que eu morri?


 Aos fatos: a música "Charlie Brown", lançada em 1975 pelo Benito di Paula foi inspirada no personagem homônimo dos Peanuts (Turma do Charlie Brown, também conhecido como Minduim) do qual Benito se tornou fã de suas historinhas anos antes quando morava numa pensão de italianos que liam essas historinhas. Então surgiu a inspiração para fazer uma música onde ele iria mostrar as belezas do Brasil para  o garoto Charlie Brown. Eu não conheço quase nada da vida do Chorão e não sei dizer  o motivo dele associar o nome de sua banda ao personagem foi uma homenagem ou alguma brincadeira, já que é um nome marcante, algo bem atraente para as bandas de rock. Seja lá qual foi a motivação, foi uma escolha de bom gosto, diferentemente do repertório da banda.



    A mítica música Charlie Brown. Clique pra ver no Youtube 
       pra ver as piadas que fizeram nos comentários.


  Bônus: pra zoação não ficar restrita a apenas um apresentador trapalhão, já que muitos jornalistas tiveram que noticiar a morte do cantor Cheirão... ops, Chorão e informar notícias do seu velório que tava rolando. Entre eles César Tralli (com a participação do Serginho Groisman no estúdio) no SPTV.


    Ouvi dizer que Cheirão morreu chorando... ops, que Chorão
       morreu cheirando. rsss.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Renovar pra melhorar

Estamos em obras
 
a reforma do blog está em boas mãos





   Bem, faz vários meses que eu não publico nada por aqui desde o ano passado. Nesse tempo eu pensei várias vezes em novos posts e estava com uns três pelo menos em mente, mas em alguns (alguns mesmo) não tive tempo por conta da faculdade, em muitas outras me deu preguiça mesmo e ficou por isso mesmo. O tempo foi passando e o meu interesse pelo blog foi diminuindo como o interesse de todos diminuiu pelo Orkut (um ano atrás eu acessava o meu diariamente, agora é ocasionalmente, se bem que hoje em dia até o Facebook eu abro ocasionalmente) e eu mesmo pensei várias vezes em extinguir o blog, não de tirá-lo do ar (escrever posts dá trabalho e consome tempo e algumas consultas ao Google e à Wikipédia), mas deixar o blog pra lá, parar de postar coisas e de abrí-lo, deixar ele lá na web pra quem encontrasse ele pesquisando o Google ou que meus amigos do Facebook um dia criassem coragem de visitá-lo um dia e ficar por isso mesmo. No entanto, depois eu pensei em reformular ele para torná-lo mais interessante, pois com o passar de muitos dias com a mente vazia, muitos pensamentos vão ocorrendo e eu deduzi que um dos motivos do meu blog ser desinteressante (ninguém me disse isso, mesmo porque tenho certeza que ninguém lê minhas postagens, eu mesmo cheguei a essa conclusão) é por ser um blog muito prolixo. Eu leio muitos blogs com frequência e percebo que eles podem ter diversos assuntos, mas de forma regular, sendo mais específicos e eu nunca limitei o que seria postado por aqui e forcei a barra em alguns temas, como biografia de alguns cantores que eu gosto (e nem cheguei perto de publicar sobre todos que eu gostaria) e resenhas sobre séries infantis (eufemismo pra desenhos animados, mas tem vários que ainda gosto, mas eu pretendia depois extender resenhas pde filmes, tanto infantis como adultos).

  Uma das reformas que vou realizar por aqui é transferir meus posts sobre desenhos para um novo blog que eu criarei em breve e nele também darei espaços a resenhas de séries e filmes. também criarei um blog específico para contar biografias de cantores que passaram dessa pra melhor (só os que eu gosto) e histórias de algumas bandas (não necessariamente extintas). Neste blog continuarei a falar sobre alguns assuntos que eu julgar interessantes, além de acrescentar coisas para deixar este blog mais interessante. Não sei a patir de quando, pois não terei tempo esses dias, nem era pra eu estar postando isso agora, essas mudanças serão implantadas aos poucos. Entre essas novidades eu farei seções somente com "pérolas", frases interessantes, piadas,etc. As biografias de cantores não farão mais parte deste blog (as que já foram postadas continuarão lá, mas as copiarei para o meu futuro blog e lá serão postadas as que farei futuramente e não mais aqui), mas a música ainda vai fazer parte deste blog, desta vez com seções de plalists de clipes que eu selecionarei de acordo com meu gosto e o meu humor (os cantores que eu gosto costumam ser os mesmos, mas o meu estado de espírito afeta meus playlists). Além de algumas novidades que me vierem na mente daqui em diante.

 É isso. Aguardem (só não tenham pressa) a versão 2.0 do blog e seus futuros blogs irmãos, que me ajudarão a fazer um blog que agrade os leitores.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Desenhos e séries inesquecíveis II: Scooby-Doo





  Cruzeiro do Sul - Ac (pela primeira vez estou postando uma sequência de alguma série de posts, e esse tipo de assunto é o único que eu ando disposto a cometar esses tempos) Um dos desenhos que certamente fez parte da infância de muita gente foi Scooby-Doo, um cachorro medroso que viaja o mundo desvendando mistérios junto de seus amigos. Nascido em 1969, o desenho é a série com mais temporadas de todos os tempos sendo produzida até os dias de hoje e segue sempre a velha fórmula de misturar mistérios com humor onde por mais que os personagens tentem usar a cabeça, é sempre por acidente que os mistérios são elucidados.
 O desenho criado por Iwao Takamoto, William Hanna, Joseph Barbera e outros nos estúdios Hanna Barbera, incorporados nos anos 90 à Warner Bros, sempre acontecia quando o cachorro Scooby e seus quatro amigos Salsicha, Daphne, Fred e Velma, a conhecida Mistérios S/A, empresa especializada em desvendar como o nome sugere, mistérios, viajam no velho furgão Máquina de Mistério e deparam-se com situações aparentemente sobrenaturais. Embora sejam caçadores de mistérios, a maioria dos casos aparecem quando nenhum deles espera, geralmente quando estão visitando amigos ou em momentos que seriam de descontração. O grupo sai em busca de pistas e analisa suspeitos. Por fim criam armadilhas (que sempre dão errado) para capturar as criaturas. Após uma sequência perseguindo (e sendo perseguidos), acabam confundindo essas criaturas, que acabam sendo pegas. No final, na presença da polícia desmascaram essas criaturas (que são sempre pessoas que apareceram antes no episódio, podendo ser algum suspeito ou mesmo alguém que ninguém suspeitaria), revelam como era o esquema do vilão e sua verdadeira intenção.

Personagens

- Scoobert-Doo: mais conhecido como Scooby-Doo, é um cão extremamente medroso e de apetite insaciável. É o personagem principal da história. Adora festas e comida e detesta fantasmas, monstros e congêneres. Apesar disso, é sempre ele quem acaba pegando as criaturas com suas trapalhadas ao lado de Salsicha.
- Norville "Salsicha" Rogers: conhecido apenas por Salsicha, já que odeia seu nome. É o dono do Scooby e  possui a personalidade muito parecida com a do cachorro, já que tem uma fome incontrolável e tem pavor de monstros. É o personagem mais engraçado e também o mais atrapalhado. Não gosta de moda, pois está sempre com a barba por fazer e com olheiras, sendo um tanto desleixado, e sua figurino é despojado de formaque seu nome original é "Shaggy", que quer dizer desgrenhado. É sempre o primeiro a tentar fugir dos monstros, mas é sempre ele e Scooby que dão um ponto final aos casos, visto que as armadilhas de Fred sempre fracassam.
- Fred Jones: autoproclamado líder do grupo, embora na prática esteja longe disso. Por ser o bonitão do grupo, sua imagem se sobressai a dos demais, além do seu espírito de liderança, embora essa liderança esteja mais no discurso, visto é a Velma quem deduz as pistas, os planos elaborados por ele dão errado  ou parcialmente certo e quem elucida os mistérios são Salsicha e Scooby-Doo. Apesar de ser reconhecidamente mulherengo, ele nutre uma paixão por Daphne, paixão normalmente mantida em segredo, mas revelada em alguns longa-metragens.
- Daphne Blake: patricinha extremamente rica que conhece tudo sobre maquiagem e moda. É muito bonita, mesmo assim tem a aparência como prioridade em sua vida. É mestre em várias artes marciais, mesmo assim é a personagem mais vulnerável da turma, sendo sempre a primeira a cair nas armadilhas dos vilões. Sente o mesmo que Fred sente por ela, e também não revela o seu sentimento.
- Velma Dinkley: a personagem mais inteligente da franquia. Sempre encontra respostas lógicas para os mistérios. É assumidamente nerd e não cuida muito da aparência, embora em algumas situações revele-se que seja bem mais do que aparenta. Embora sinta atração por caras nerds, eventualmente sente atração pelo Salsicha e vice-versa.
Alguns personagens esporádicos* 

- Scooby-Loo: sobrinho de Scooby-Doo, que ainda é  filhote. Ao contrário de seu tio, é extremamente afoito e tem sempre que ser segurado por ele ou pelo Salsicha. Raramente interage com toda a Mistérios S/A, pois a maioria de suas aparições ocorrem com a Mistérios S/A resumida a ele, Scooby-Doo e Salsicha. Foi personagem fixo no final dos anos 70 e meados dos anos 80, e desde então raramente aparece.
- Scooby-Dão: primo caipira do Scooby-Doo. Apareceu em apenas uma temporada. Possui o tamanho de seu primo, sendo branco e utilizando um chapéu vermelho. Não é tão medroso quanto o mesmo, pelo fato de ser pouco inteligente e não perceber quando está em perigo.
- Flin-Flan: garoto que fez parte da Mistérios S/A apenas em uma temporada chamada "Os 13 fantasmas de Scooby-Doo, onde apenas Scooby-Doo, Scooby-Loo, Salsicha e Daphne fazem parte da turma. É esperto e sempre tem um truque na manga.
- Hex Girls: banda de rock formada por três garotas de estilo gótico que aparecem em alguns filmes e episódios feitos do final dos anos 90 pra cá.

* há outros personagens esporádicos como a irmã da Velma, os pais e o irmão do Scooby-Doo, e outros mais, cujos detalhes só são possíveis de encontrar vendo episódios ou filmes, já que não encontra-se muita informação sobre estes na Internet (mesmo que tenha, eu não tenho tido muita paciência pra mexer na web e levei semanas pra criar coragem de entrar neste blog).

Curiosidades

- Scooby-Doo é o único personagem da série que aparece em todos os episódios e em todas as temporadas. Salsicha vem em seguida, visto que é o dono do cachorro, seu melhor amigo e personagem relevante da franquia. Esteve fora apenas uma temporada, na qual Scooby contracena com seu irmão do oeste e um xerife de personalidade igual a do Salsicha.
- Embora seja um grupo normalmente unido, sabe se que a Mistérios S/A já se dissolveu várias vezes. Apenas duas vezes isso é explícito, em Scooby-Doo - o filme, onde Velma, Daphne e Fred brigam e decidem resolver mistérios cada um por conta própria e em Scooby-Doo na ilha dos zumbis, que começa com a turma separada fazendo outras coisas na vida como se tivessem parado de resolver mistérios por se cansarem deles.
- Em algumas temporadas os únicos membros tradicionais da Mistérios S/A são Scooby-Doo, Salsicha e Daphne, apenas os dois primeiros ou apenas o cachorro, sendo o elenco complementado por personagens esporádicos. O que sugere que eles tenham se separado outras vezes, sem deixar isso explícito.
- Em quase todas as temporadas, a Máquina de Mistério é um furgão velho de pintura estilizada. Na temporada "O 13 fantasmas de Scooby-Doo", no entanto, a Máquina de Mistério é um avião.
- Ainda sobre esta temporada, esta deve ser a mais atípica de todas, pois além do que já foi citado, a Mistérios S/A original resume-se a Salsicha, Daphne e Scooby-Doo, complementada por Scooby-Loo e o garoto Flin-Flan (um dos prováveis rachas da turma, que eu já citei), os personagens enfrentam fantasmas e monstros de verdade e os episódios ocorrem quase sempre no Himalaia (bem longe de Vila Legal e eles não costumam repetir lugares em outros episódios).
- Além de ser a série com mais temporadas, esta também pode ser a com mais longa-metragens, muitos dos anos 80, e desde 98, tem sido lançado pelo menos um a cada ano, e destes, 4 são em live-action (com atores de verdade), número pequeno se comparado com os de animação.
- Ainda hoje, os personagens adotam um figurino anos 60, que ao longo dos anos sofreu leves atualizações. Algumas vezes tentou-se algo mais radical, como o Fred usando camisa listrada e sem o lenço no pescoço ou o Salsicha de camisa vermelha, o que certamente não agradou o público e estes figurinos voltaram às origens.
- Os desenhos e longa-metragens da franquia até os anos 2000 eram focados exclusivamente nos mistérios e até nos casos de monstros reais, a vida cotidiana dos personagens ficava em segundo plano (daí nunca ser explicado o motivo de alterações na formação da Mistérios S/A em algumas temporadas). O primeiro passo dado pela Hanna-Barbera/Warner Bros em se aprofundar nos personagens veio em 1998 com "Scooby-Doo na ilha dos zumbis" onde a turma volta de uma separação e no decorrer do longa há alguns desentendimentos. Mas é nos anos 2000, com a introdução dos filmes em live-action da turma, onde o primeiro filme trata de uma separação nada amigável do grupo, que um ano depois se vê forçado a se reunir para resolver um caso complicado; no segundo live-action, Fred sofre por não dizer o que sente por Daphne . Salsicha e Scooby após anos como os destrambelhados da turma resolvem bancar os durões, tudo isso piora pelo fato de seus velhos monstros criarem vida e voltarem. No terceiro, há uma versão alternativa de como essa galera distinta uniu-se, e por aí vai.
- Mas essa centralização não ficou nos longas. A atual temporada chamada "Mistérios S/A" seguiu o mesmo rumo e está mais focada em conflitos pessoais do que nos próprios mistérios, centralizado no relacionamento conturbado de Fred e Daphne, o namoro mais conturbado ainda de Salsicha e Velma, atrapalhado por Scooby sem contar a relação de Fred e seu pai (que eu duvido que seja pai de verdade, pelas diferenças gritantes entre os dois).

domingo, 30 de outubro de 2011

Desenhos e séries inesquecíveis: Bob Esponja

 Cruzeiro do Sul- AC ( Nova seção do blog pra falar de desenhos e seriados infantis que fizeram ou fazem sucesso) Para começar essa nova série do blog vou falar desse desenho que foi um dos mais populares da década de 2.000 e ainda faz bastante sucesso.
 Sobre o desenho
 Trata-se de um desenho que, embora seja aclamada pelo público infantil, trata-se de um desenho que também tem um certo apelo adulto, fórmula bem-sucedida em alguns desenhos mais antigos como "Os Simpsons" e "A vida moderna de Rocko", sendo que o último influenciou bastante a franquia subaquática, visto que Stephen Hillenburg, criador do Bob Esponja, foi diretor desse desenho. O embrião da história surgiu em 1984 quando o biólogo marinho Stephen Hillenburg criou uma história em quadrinhos com animais marinhos antropomórficos. Em 1987 largou seu trabalho como professor de um instituto marinho para especializar-se em animações. No começo dos anos 90 foi chamado para dirigir "A vida moderna de Rocko", onde encontrou inspiração para seus personagens e começou a desenvolver a série em 1.996, sendo que esta iria ao ar pela primeira vez em maio de 1.999 e desde então tem se destacado entre os desenhos da Nickelodeon.
 Enredo
  O desenho conta o dia-a-dia e as recorrentes trapalhadas de Bob Esponja Calça Quadrada, uma esponja-do-mar atrapalhada na cidade submarina Fenda do Biquíni, situada no meio do Oceano Pacífico. Apesar do cenário ser subaquático, acontecem coisas como se acontecessem em terra firme, como personagens tomarem banho, acenderem fogo e irem à praia, com direito a uma enorme lagoa (?!), o que contribui para o tom cômico da história, além é claro dos personagens malucos que contracenam. Nos episódios acontecem vários situações hilárias causadas pela infantilidade da personagem principal que vive se metendo em roubadas.
Personagens principais e figurantes
Bob Esponja Calça Quadrada: principal personagem da franquia. Uma esponja do mar que parece uma esponja de lavar louça. É alegre, otimista, perfecconista e muito ingênuo, o que faz com que algumas pessoas se aproveitem dele. Tem supostamente 24 ou 25 anos, mas tem uma personalidade completamente infantil. Mora em um abacaxi com seu caramujo de estimação Gary e trabalha no Siri Cascudo, onde embora seja explorado por seu patrão, ama seu emprego. Aliás, uma das maiores peculiaridades dele é justamente o fato de ser capaz de amar todas as pessoas que o cercam (mesmo quem não gosta dele). Seus hobbies são caçar águas-vivas, lutar caratê, soprar bolhas de sabão "artísticas", além de brincar com seus amigos Patrick e Sandy e infernizar (na maioria das vezes sem querer, mas em outras propositalmente) seu vizinho mal-humorado Lula Molusco. Não tem apego a coisas materiais, nem mesmo ao dinheiro, mas é extremamente apegado a seus amigos e fica deprimido quando briga com um deles. Apesar de não ser ganancioso, ele tem sonhos grandes como ser o maior cozinheiro do mundo (tudo indica que ele pode um dia vir a ser), ser um caçador de águas-vivas reconhecido e ser dono do Sirí Cascudo (que também é possível devido a sua devoção no trabalho e a confiança que Seu Sirigueijo deposita nele.)

- Patrick Estrela: melhor amigo do Bob Esponja. É uma estrela-do-mar extremamente burra e que não entende as confusões em que se mete. Possui os mesmos gostos do amigo, mas ao contrário deste, não trabalha, raramente toma banho, se esquece de se vestir, tem péssima memória e sempre é visto dormindo no  chão. Mora debaixo de uma pedra e quase todos os seus móveis são de areia. É muito apegado aos amigos (e dificilmente sobreviveria sem eles por ser idiota demais). Assim como as estrelas-do-mar da vida real, Patrick por muitas vezes demonstra não ter cérebro, embora raramente (isso é raramente mesmo) ele tenha lampejos de inteligência.

- Sandy Bochechas: melhor amiga do Bob Esponja. É uma esquilo vinda do Texas com personalidade forte. Tem uma personalidade forte e é habilidosa em tudo o que tenta fazer.Versátil, dependendo dos episódios, ela pode ser tão brincalhona quanto Bob e Patrick ou mais chata do que o Lula Molusco quando se dedica a seus experimentos científicos. Vive em uma árvore protegida por uma redoma.

- Lula Molusco Tentáculos: vizinho mal-humorado do Bob Esponja e do Patrick. Está sempre de mal com tudo e todos por achar que é um injustiçado. Sabe-se pouco sobre seu passado, por exemplo que sua mãe ainda é viva (já apareceu em um episódio) e que na escola era ridicularizado por seu rival Squilliam Francinson. É colega de trabalho do Bob Esponja e seus hobbies são tocar (mal) clarineta e pintar (pior ainda) autorretratos. É um tanto orgulhoso e egoísta, mas algumas vezes demonstra ter virtudes. Gosta de viver sozinho e pensa ser um grande artista e sonha que seu "talento" seja reconhecido (o outro sonho dele é ter cabelos).

- Gary Caracol: o bichinho de estimação do Bob Esponja. Não fala, apenas emite sons de um gato, mas seu dono entende tudo o que ele diz. Dependendo do episódio, ele pode agir apenas como um animal doméstico ou até ser mais inteligente do que seu dono. Possui um apetite grande e já chegou a comer o sofá de casa quando o dono esteve longe.

- Eugene Carapaça Sirigueijo: mais conhecido como Seu Sirigueijo é um caranguejo que já tem uma certa idade dono do Siri Cascudo e patrão de Bob Esponja e Lula Molusco. Venera o dinheiro mais do que tudo. Supõe-se que ele seja muito rico, mas muito pão-duro. Sua segunda paixão é o dinheiro, a terceira é o dinheiro.... e sua segunda paixão que não dinheiro é o mar, pois ele foi marinheiro durante muitos anos e ainda hoje guarda tesouros valiosos que encontrou em suas viagens na sua sala de estar. Tem uma filha adolescente chamada Pérola. Não gosta de ostentação e mantém hábitos simples, já que detesta gastar. Sua personalidade lembra um pouco a do Tio Patinhas sempre disposto a conseguir mais dinheiro.

-Pérola: filha do Seu Sirigueijo, que não se sabe se é adotiva, afinal ela é uma baleia, seu pai um caranguejo e nada se sabe sobre sua mãe. É muito mimada e popular na escola, mas não é muito próxima de seu pai por achá-lo muito antiquado (e ele realmente é).

 - Sra. Puff: a professora de pilotagem de Bob Esponja. Por causa de suas barbeiragens nas provas práticas ela tem pavor dele. Sua piada recorrente é inchar-se involuntariamente por ser um baiacu quando se assunta.

- Sheldon J. Plankton: um plâncton verde e ciclope que é o arquirrival do Seu Sirigueijo. Tenta a todo custo roubar a fórmula secreta do hambúrguer de siri para produzir no Balde de Lixo. É o tipo do vilão desastrado, que sempre se dá mal no final e que raramente idealiza um plano capaz de assustar Sirigueijo. Apesar da aparência jovem, ele é tão velho quanto o rival e já foi revelado que os dois foram amigos na infância. As principais piadas recorrentes decorrem dele ser esmagado acidentalmente ou ignorado por não ser visto ou do fato de seu restaurante jamais ter tido um freguês. Apesar disso ainda demonstra amizade com o Seu Sirigueijo e com Bob Esponja, o que aparece em lampejos em alguns episódios.

- Karen, a esposa computadora: esposa do Plankton, ela sempre discorda das ideias de seu marido, por saber o quão idiota ele é e que ele vai se dar mal de novo. Nos episódios mais antigos aparece como um computador central com um enorme monitor incapaz de se mover e ligada na tomada (Plankton algumas vezes a desligou). Em episódios mais recentes aparece como um monitor de tamanho normal com um suporte comprido e fino que a liga a algumas rodinhas que fazem andar inclusive fora do Balde de Lixo.

- Homem Sereia e Mexilhãozinho: uma dupla de super-heróis já muito debilitados pela idade. Homem Sereia é um herói extremamente bondoso e ingênuo que já foi muito forte e vigoroso, mas ficou fora de forma, com problemas de memória e pouca lucidez. Na juventude parecia com o Aquaman. Mexilhãozinho é seu inseparável companheiro. Não é tão bisonho quanto o Homem Sereia, mas é mal-humorado como o Lula Molusco. Ainda combatem seus vilões Homem Raio, Bolha Suja, entre outros.

- O Fantasma do Holandês Voador: o fantasma de um pirata que mora na Fenda do Biquíni e gosta de assustar as pessoas. Apesar de manter a imagem de fantasma durão, no fundo sabe-se que não é tanto assim por causa de alguns hábitos dele. É amigo do Bob Esponja em alguns episódios.

-Larry Lagosta: uma lagosta extremamente popular. É conhecido pelo seu culto ao corpo, pois está sempre malhando e se admirando no espelho. É visto com frequência na Lagoa Goo, onde provavelmente trabalha como salva-vidas.

- Squilliam Imaginoso: arqui-inimigo do Lula Molusco rival desde os tempos de escola. Ficou rico e famoso fazendo tudo o que seu desafeto sonhava fazer. Assim como Lula Molusco é arrogante e orgulhoso e se diverte humilhando-o embora nem sempre se dê bem.

-Patchy, o pirata: um pirata desengonçado interpretado por um ator de verdade. É o presidente do fã-clube do Bob Esponja e apresentador dos episódios especiais do mesmo. Não interage diretamente com os personagens, mas vive se metendo em situações hilárias que o fizeram cair nas graças do público. Nunca apareceu na Tv aberta.

-Potty: um papagaio em forma de marionete que interage com Patchy o pirata. Vive implicando com seu dono, mesmo assim são amigos inseparáveis.

- Narrador: também não interage diretamente com os personagens e nunca apareceu em uma cena, mesmo assim é marcante pelo seu sotaque francês (falando "rr" no lugar de "r") e por narrar o começo de quase todos os episódios e as passagens de tempo (quando diz "duas horras depois", por exemplo).

- Bacalhau: o único personagem não antropomórfico da história. Aparece na canção de abertura dizendo "diabruras a bordo e problemas com peixes" e nos episódios mais antigos era o repórter do Jornal da Fenda do Biquíni, tendo sido substituído no mais recentes por um repórter antropomórfico chamado Perch Perkins.

A série de certa forma satiriza a sociedade onde o capitalista (no caso o Sirigueijo) busca o lucro de todas as formas, há sempre um outro empresário disposto a derrubar uma empresa para se estabelecer (Plankton) deixando de lado sentimentos pessoais (lembrando que ele possui um pouco de afeto por Bob Esponja e Sirigueijo, mas não hesita em prejudicar os mesmos), pessoas alienadas e com pouca inteligência (Patrick), o culto exagerado ao corpo (Larry), mulheres versáteis e de personalidade forte (Sandy), pessoas fracassadas e amarguradas com o mundo(Lula Molusco), policiais incompetentes, entre outros. No meio desse ambiente, Bob Esponja é  uma figura indiferente aos problemas que o cerca, levando a vida com otimismo e vendo o lado bom das coisas, com a inocência de uma criança. De certa forma, ele nos ensina que devemos dar valor às pequenas coisas, que não é preciso muito pra sermos felizes, basta estarmos juntos de nossos amigos de verdade e fazermos o que gostamos, assim, mesmo vivendo sem luxo nem dinheiro aos montes poderemos deixar de ser carrancudos e egoístas como o Lula Molusco para termos o alto astral do Bob Esponja em nosso dia-a-dia.

sábado, 8 de outubro de 2011

O homem que plantou a maçã mais famosa do mundo






Cruzeiro do Sul - Ac. ( Tô atrasado pra falar desse assunto, mas tive meus motivos) Bem, eu confesso que nunca fui muito fã da Apple, mesmo assim reconheço a importância para a informática dessa empresa. E se o assunto do post é Steve Jobs, por que estou falando é da empresa dele? Simples. Steve Paul Jobs é o responsável pelo sucesso da Apple. Afinal foi cofundador da empresa, passou 11 anos afastado dela, período no qual a Apple quase faliu, e quando voltou, não só reergueu-a como a tornou a empresa mais valiosa do mundo.
 Eu não tive muito tempo para escrever algo sobre o assunto antes, aliás, eu soube da morte dele quando estava na faculdade durante uma série de apresentações de seminários que definiriam nossas notas. Depois li na Internet muita coisa sobre ele, muitos dos seus feitos e até alguns equívocos que atribuem feitos de outros a ele. Aqui vou contar um pouco sobre essa trajetória que acabou cedo, mas que foi uma das mais vitoriosas de todos os tempos.
 Steven Paul Jobs nasceu em San Francisco, Califórnia em 24 de fevereiro de 1955 filho de um casal que o entregou a adoção. Foi criado por seus pais adotivos até chegar à universidade (que largou ainda no começo). Nessa época ele já entendia muito de eletrônica e de computadores, e junto de seu amigo Steve Wozniak (por que será que tem tanto Steve envolvido com informática? Lembrando que o atual presidente da Microsoft, e que foi um dos primeiros funcionários se chama Steve Ballmer) criaram algumas engenhocas, como um dispositivo que fazia ligações de graça pra qualquer lugar do mundo. Mas o marco inicial da subida da dupla foi quando Wozniak usando como base o computador Altair 8800, construiu o Apple I. Jobs o convenceu a comercializarem-no. Vendeu cerca de 200 unidades, um número expressivo para uma empresa de dois funcionários sediada numa garagem. Em 1977, lançaram o Apple II, este já bem mais evoluído e que deu projeção à Apple. Em 1984 lançou o Macintosh, o computador que popularizou a interface gráfica. Em 1985 foi afastado da empresa, da qual voltou em 96 e reassumiu o comando em 97. De lá para cá lançou alguns produtos de grande sucesso,como o iPod, o iPhone, o iPad, entre outros. Algumas semanas atrás renunciou ao cargo para tratar-se de um câncer do pâncreas e faleceu no dia 5 de outubro, dia seguinte ao lançamento do seu último filho: o Iphone 4S.
 Algumas curiosidades sobre Jobs:
 Steve era budista, e na juventude chegou a viajar à Índia para realizar rituais e cogitou virar monge.
 O nome Apple foi dado à empresa porque sua fruta preferida era maçã e ele queria que sua empresa tivesse um nome acessível à maioria das pessoas. Seu computador e seu sistema operacional se chamam Macintosh ( mas são mais conhecidos como Mac. eu particularmente prefiro Macintosh, pois acho feio os nomes iMac, MacBook, e Mac OS X, essa abreviatura é pouco expressiva). Macintosh é um tipo de maçã bem conhecida nos EUA.
 Jobs foi o dono da Pixar animation ao adquirir um pequeno estúdio e capitalizá-lo. O estúdio foi imortalizado por alguns dos mais cultuados filmes de animação: Toy Story, Procurando Nemo, Monstros S/A, Carros, Vida de inseto, Os incríveis, Ratatoille, Wall-e e Up - Altas aventuras, todos feitos em parceria com a Disney. A parceria era de 10 filmes e em 2004 houve um impasse para a extensão da parceria, que foi resolvido em 2006 quando a Pixar foi comprada pela Disney. Em contrapartida, Jobs tornou-se o maior acionista individual da Disney.
  A crendice popular credita a Apple como a criadora do primeiro celular touchscreen. No entanto, a Apple não criou o primeiro celular touch. Provavelmente o primeiro foi um modelo da HTC em 2002,e a Apple também não criou o touchscreen. Na verdade, telas de toque surgiram de experiências em laboratórios e universidades nos anos 60. Uma dessas experiências mais conhecidas foi datada de 71 e a empresa que patenteou é até hoje uma das maiores produtoras de telas touch. Tá certo que o tipo de tela e o funcionamento eram diferentes de hoje, mas isso não vem muito ao caso.
 Ainda sobre crendices acerca do ex-dono da maçã está a de que a Apple inventou um novo tipo de computador com o iPad. Bom, ela revolucionou ao popularizar um tipo de computador, mas inventar a prancheta eletrônica? Isso passou bem longe da cabeça de Jobs. Aliás, quando o tablet nasceu, ele nem fazia parte da Apple (lembra que eu disse que ele passou 11 anos afastado?) e nessa época ele estava mais preocupado com computadores bem maiores (ele criou uma outra empresa de computadores que mais tarde foi incorporada à Apple nesse período) e também com desenhos animados (comprou a Pixar pra fazer animações com seus computadores e mostrar seu poderio). O primeiro tablet é considerado o GRiDPad de 1989, e que logo foi copiado por inúmeras empresas. Essas pranchetas eram minicomputadores touchscreen que reconheciam a escrita das famosas canetinhas. Eram inúmeros modelos e utilidades e iam de gadgets do tamanho da tela do seu notebook até os famosos Palm tops que ainda hoje vendedores de distribuidoras e garçons de restaurantes mais sofisticados ainda usam, os chamados e-readers, feitos para ler e-books e alguns dedicados a acessar Internet e hardware turbinado. O iPad na verdade foi o responsável por abrir os olhos do grande público para computadores em forma de prancheta.
  O iPad foi o único tablet criado por Jobs, mas não foi o único criado pela Apple. Em 1993, a maçã (na era sem Jobs) lançou o Newton, que não fez muito sucesso. É bom lembrar que o termo "tablet" só se popularizou agora. Antes, esses dispositvos tinham outros nomes, como: slate computers, pen computers, palm tops, PDAs, entre outros.
 A Microsoft é acusada de plagiar a interface gráfica do Macintosh. No entanto, essa interface foi plagiada de uma criada pela Xerox. A Xerox não repreendeu a Apple por falta de interesse na interface.
 Para concluir, Jobs foi um gênio e que tornou a informática do jeito que conhecemos hoje, mas ao contrário do que pensam os que o endeusam, ele foi humano, foi pecador, errou, prejudicou pessoas, etc. Para conhecer um pouco melhor a juventude de Jobs e os primeiros passos da Apple recomendo o filme "Piratas do Vale do Silício", que aliás, também conta os primeiros passos da maior concorrente da Apple: a Microsoft.
 atualizando: O filme referido passou na televisão com o nome de "Piratas da informática".

domingo, 11 de setembro de 2011

65 anos de uma lenda do rock








 Cruzeiro do Sul - Ac. ( faz meses que não posto nada, pois durante vários dias não tive tempo e nos últimos tive, mas deu preguiça. É, o corpo parece que cobrou pelas horas de descanso que perdi e antes que algum leitor que me conheça (até parece que alguém vai ler isso) me diga que é frescura minha eu lembro que é a primeira vez na vida que eu tenha esse negócio de jornada dupla, e digo também que se estudar fosse emprego, seria um dos mais desgastante de todos: consome seu tempo e sua energia, não é remunerado, seus chefe não lhe respeitam e você tem mais deveres do que direitos)- Dia 5 de setembro, há quase uma semana pesquisando para um trabalho de aula dificílimo fui abrir o Google (sempre ele) e me deparei com um doodle (aquele nome grandão do Google que uns dias aparece diferente) dos 65 anos que o cantor Freddie Mercury completaria se estivesse vivo. Não tive tempo de ir mais a fundo naquele dia e nem no seguinte, mas aquilo ficou na minha cabeça, ainda mais que eu sempre acabo por ouvir as notícias dos jornais por causa do meu pai e não ouvi nenhuma menção ao fato, mas ouvi falarem várias vezes sobre a venda de ingressos daquela aberração do Justin Bieber no Brasil que ainda vai ser em outubro. Certamente fiquei p... da vida, primeiro que os jornalistas, aquele bando de m... que eu nem dou confiança, pois foi-se o tempo em que eu acreditava no que a TV dizia esquece de uma lenda da música e segundo que eu DETESTO Justin Bieber, como também Luan Santana, Restart, Amy Winehouse, Shakira, Lady Gaga e outros queridinhos da imprensa que não valem um centavo, mas a TV diz que são legais e todo mundo acredita.
 Bom, vamos deixar isso de lado e falar do que interessa: Farrokh Bulsara (não é a toa que ele usava nome artístico), mais conhecido por Freddie Mercury nasceu em 5 de setembro de 1946 na ilha de Zanzibar, que na época pertencia à Grã-Bretanha e hoje compõe a Tanzânia. Seus pais eram indianos, e por isso ele foi educado em uma escola inglesa na Índia, onde teve também teve aulas de piano e ganhou o apelido de Freddie. Voltou a sua ilha, mas aos 18 anos mudou-se para a Inglaterra por conta de uma grande revolta local. Na terra da rainha, formou-se em design gráfico e artístico e na faculdade conheceu Tim Staffell, Brian May e Roger Taylor, que tinham uma banda. Em 1970, Tim Stafftell sai da banda e entra Freddie e a banda passa a se chamar Queen.
 Mercury ficou marcado por sua presença de palco, algo meio que teatral, que envolvia quem o assistia. Talvez por isso, e também pela interpretação de músicas singulares, foi um dos ícones de sua época e cultuado até hoje, sendo um dos maiores cantores de todos os tempos. Gravou vários discos pelo Queen e dois solo, embora nunca tenha saído da banda.
 Apesar da presença de palco, na sua vida pessoal o cantor era tímido, reservado. Era bissexual, pois relacionou-se tanto com homens como com mulheres ao longo da vida. Mas a pessoa mais marcante da sua vida amorosa foi Mary Austin, que ele conheceu ainda em 1970 e morou com ele por 5 anos, e mesmo após o fim do relacionamento (eles não chegaram a casar), continuaram amigos até o fim do cantor. Provavelmente por suas aventuras desenfreadas, contraiu Aids. Também teve problemas com drogas, tanto que há muitos anos circula por aí um texto chamado "Drama de um apaixonado" que mais tarde descobri que foi atribuído a ele, o que pode ser verdade, afinal ele fez declarações sobre sua doença grave no da 23 de novembro, um dia antes de morrer, e o texto é um epitáfio de que estava à beira da morte.
 Uns meses atrás eu vi no site Uol uma entrevista de um biógrafo dele que, querendo ganhar nome, deu declarações contundentes de que Freddie Mercury era nada mais do que um personagem criado por Farrokh Bulsara e que o Queen se fosse dos dias atuais não teria dado certo. Eu, lógico que não gostei, não que eu seja fã dele ou da banda, eu vi essa notícia por acaso, mas pela arrogância do autor em querer desmitificar o cantor e torná-lo uma pessoa insignificante, talvez até maliciosa. Na minha opinião se um escritor quer desmitificar alguém, tem artistas melhores pra fazer isso, tipo Justin, Lady Gaga (que é tão original que imita Madonna e outras cantoras dos anos 80 e seu nome artístico ironicamente veio da música "Radio Ga Ga" do Queen (isso eu descobri outro dia por acaso), Luan Santana (esse não me engana), Restart (tão inteligentes que os próprios integrantes não sabem como se pronuncia restart e pronunciam do jeito que escreve), e outros cantores de hoje que não tem nada a acrescentar à música e só provam o quanto a mídia domina as pessoas e não alguém que já se eternizou. E outra coisa, sobre esse negócio de Freddie Mercury era um personagem. É a coisa mais estúpida que eu já ouvi. Se analisarmos, veremos que todos os cantores são personagens, são como os super-heróis dos quadrinhos e da TV: guiam a sociedade, são imponentes e superiores à humanidade, mas quando descaracterizados são pessoas comuns que amam, sentem medo, têm dúvidas e incertezas, são felizes ou infelizes, gostam de estar com os amigos, namorar, se divertir, etc. Quem se lembra do Homem-aranha, que nos filmes enfrenta criaturas terríveis, e era aclamado pelas pessoas ao erguer o capuz era um jovem franzino, com cara de nerd que tinha que pagar contas, lidar com um chefe chato e lutar pela garota dos seus sonhos. E o Super-Homem, que vestido de azul com a cueca por cima das calças era o homem de aço, capaz de qualquer coisa com sua força e rápido como uma bala, e sem a roupa, era um jornalista vindo do interior, que sofreu bullying na adolescência e que é invisível pra quase todo mundo tamanha a chatice que é sua vida. E o Batman? O temido cavaleiro das trevas, sempre aterrorizando bandidos nas noites frias de Gothan, sem a roupa blindada de morcego e seu cinto de utilidades é um playboy   dono de um enorme conglomerado, mas que tem uma lembrança dolorosa que o persegue desde criança, e que mesmo bancando o herói, no fundo essa dor está presente ali. Os cantores são desse jeito, têm uma vida fora dos palcos que pode não ser tão colorida como parece.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Reality shows: mentiras disfarçadas de verdade






 Cruzeiro do Sul - Ac ( nem lembro quanto tempo faz do meu post anterior. Quando tive assunto faltou tempo e quando tive tempo faltou assunto) Eu comecei a refletir um pouco sobre reality shows quando começou a nova fase do reality de quinta categoria A Fazenda, mas de ontem pra cá comecei tive a inspiração que me faltou nos últimos tempos e fuçando a web só pra passar o tempo achei sem querer mais argumentos pra falar do assunto.
 Vamos ao que interessa. Na década passada a televisão brasileira foi tomada por um estilo diferenciado de programa, um programa onde rolava de tudo, e o mais interessante: sem roteiros nem atores contracenando, em suma, a vida real (hipoteticamente) na tela da TV sem ser em telejornais sensacionalistas sedentos de ganhar audiência com a desgraça do próximo. Esse tipo de programa surgiu já faz um certo tempo, mas só no final dos anos 90 é que começou a ganhar espaço pelo mundo. E ainda em 1999 chegou por aqui o que é considerado por muitos o primeiro da televisão brasileira: o No Limite, em que vários participantes inicialmente divididos em dois grupos tinham que sobreviver em uma área inabitada onde deveriam contar apenas com os recursos naturais e a cada semana quem vencesse provas organizadas pela produção ganharia  alimentos e até utensílios úteis. Aos derrotados cabia fazer uma votação para eliminar um integrante. Mas a explosão mesmo veio em 2001 com a Casa dos Artistas, com o SBT acusado pela Globo de plagiar o formato do Big Brother, que a própria emissora recusou a comprar, mas o fato é que a Casa dos Artistas foi na prática muito diferente do que a gente aqui no Brasil conhece do programa idealizado pela Endemol. E o fato de que a Casa dos Artistas realmente foi um sucesso no começo e deu dores de cabeça ao Plim-Plim.
 Hoje os tipos de reality shows ao redor do mundo são vários e aqui no Brasil não é diferente, por isso só darei ênfase aos que se destacaram, entre eles o Popstars, que revelaria um grupo pop feminino e as vencedoras formaram o grupo Rouge que estourou nas paradas de sucesso, mas a versão masculina não foi o  mesmo êxito e o grupo ficou aquém do que se esperava. Depois teve o Ídolos, que tem boa audiência, mas não formou artistas relevantes, o que foi mais longe até agora foi Leandro Lopes, vencedor da primeira edição ainda no SBT, que tocou bastante as músicas "Manias e defeitos" e "Nosso amor é assim" e depois conseguiu ser vocalista do grupo de axé Rapazola e fez relativo sucesso com a bela canção "Aqui é seu lugar" (que era uma das minhas músicas preferidas até aquele bosta do Luan Santana começar a estourar também com essa música e eu hoje não consigo mais ouvir porque a música perdeu o encanto) e não sei por onde anda atualmente. Agora só se fala no reality A Fazenda O Curral, apresentado por Cabrito Jr. que podem dizer que é um formato comprado no exterior, mas que na prática é uma mistura do que houve de pior na Casa dos Artistas e no BBB e com um apresentador sem sal ao invés do carisma de Sílvio Santos e a irreverência de Pedro Bial. Visão geral: participantes: sub-celebridades, artistas que não conseguem voltar a faxer sucesso, atores ou apresentadores da própria Record (e ninguém acha suspeito?) e celebridades vulgares (vai ver como quase todos se encaixam em algum desses quesitos). Apresentador: um cara sem graça nem carisma que nunca ouvi falar antes de entrar na Record, mas que é um bom funcionário da TV do bispo, pois segue a filosofia de prender seus expectadores a todo custo. Vencedores: a parte mais controversa, participantes que ninguém apostaria um centavo no começo, destaque para o primeiro, filho de um ator famoso já falecido teve papéis medianos em novelas da Globo, mas não se firmou e é famoso por escândalos, principalmente com ex-mulheres. Regras: agressão física é passivo de expulsão, principalmente se você for uma boxeadora e ter nascido na Sérvia, mas agressão verbal é liberada 24 horas por dia e será reprisada até aparecer nada melhor pra noticiar no programa.
 Eu já assisti e fui grande fã de reality shows, mas nos últimos tempos tenho sofrido constantes mudanças no meu jeito de ser e pensar e nessa minha nova fase não pretendo seguir curtindo esse teatrinho de gente grande. Eu percebi que não sei no resto do mundo, mas aqui no Brasil a qualidade desses programas  vem em curva descendente ano a ano. O SBT foi punido pela queda dessa qualidade e a Casa dos Artistas perdeu audiência mesmo sendo reorganizada e saiu do ar, mas por incrível que pareça, ocorreu o oposto no BBB, que nas primeiras edições era interessante, mas se encheu de marketing, merchandising, divisões dentro da casa em bem e mal (eu até que gostei do 5 e do 8 por causa dessas guerra internas) e a pior de todas as transformações: com o tempo a casa começou a ser tomada por estereótipos no lugar de pessoas, ou você acha coincidência ter existido em quase todas as edições (senão todas) pelo menos um homossexual, uma pessoa de classe média alta ou rica, uma pessoa mais metida a durona do que os demais, uma pessoa que prefere jogar o jogo do que se relacionar com os outros participantes, um casal caliente dentro da casa que lá fora não vinga (alguns deram certo, mas foram aqueles que passaram quase despercebidos), triângulos amorosos, um membro que acaba taxado de vilão e que é eliminado com mais de 90% de rejeição, entre outros.
 Na Fazenda acontecem coisas que desafiam a lógica do telespectador e até o senso comum, como por exemplo, a eliminação precoce dos favoritos e a vitória de alguém polêmico ou pouco conhecido, o que faz-se pensar até onde é verdade o que é organizado no programa. O jogo não seria uma armação onde já sabia-se que iria ganhar antes do começo? No Big Brother a controvérsia recorrente é de que a Globo manipula a opinião do público para dar o prêmio ao participante escolhido por eles (curiosamente eu assisti as 10 primeiras edições e só me lembro de uma edição onde a vencedora me surpreendeu, afinal era pobre, feia e não tinha muito destaque como outros da casa, e na segunda edição, onde o favorito não chegou perto da final, mas o vencedor era o segundo favorito, ainda assim foi curioso que a vice não tinha popularidade alguma, mas chegou à final por ter escapado de paredões). Só sei que na Fazenda, que tem ganhado mais (assim como nos BBBs mais recentes) são os patrocinadores, destaque para uma montadora de carros coreana medíocre que se passa por gigante. Uma montadora que não tem a qualidade dos carros japoneses, alemães, italianos, franceses e americanos (você sabe de quem eu tô falando e antes de me criticar eu respondo que essas montadoras fazem os melhores carros, o problema é que a maioria delas vende modelos ultrapassados ou propositalmente feitos para serem de 2ª qualidade para terem preços competitivos em países cheios de pé-rapados como o nosso) mas aproveita-se de subsídios ilegais do governo coreano para vender seus carros de design deformado mais baratos que os das concorrentes e ainda persuadir pessoas com seu marketing agressivo e em tom arrogante. A verdade é que o reality show virou uma forma de gerar marketing  e visibilidade aos patrocinadores com uma realidade inventada de pano de fundo. Um jogo de interesses onde quem produz ganha, quem participa ganha, quem patrocina ganha e o público perde, pois surgiu mais uma de tantas formas do quarto poder - a imprensa - dominar a mente da população brasileira.
 Um filme lançado em 1998 é a principal sátira a esse movimento, curiosamente antes dele ganhar força, portanto um filme de certa forma profético em relação ao que viria logo depois. O nome do filme é "O Show de Truman: o show da vida" e além disso satiriza alguns produtores televisivos ambiciosos e nos dá um ideia do poder da mídia sobre todos nós. Sem dúvida recomendo que leia o link que encontrei no site Wikipédia (lembra que eu disse no começo do post que encontrei por acaso motivação pra escrever esse post? Pois foi fuçando nesse site clicando em nomes de filmes, pessoas, etc. que eu faço de vez em quando que achei isso, e, lógico, recomendo o filme, com uma bela atuação de Jim Carrey, que mostrou ao mundo que não é bom ator apenas em comédias nesse filme.
                                 Segue o link que fala detalhadamente desse filme .