sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Desenhos e séries inesquecíveis II: Scooby-Doo





  Cruzeiro do Sul - Ac (pela primeira vez estou postando uma sequência de alguma série de posts, e esse tipo de assunto é o único que eu ando disposto a cometar esses tempos) Um dos desenhos que certamente fez parte da infância de muita gente foi Scooby-Doo, um cachorro medroso que viaja o mundo desvendando mistérios junto de seus amigos. Nascido em 1969, o desenho é a série com mais temporadas de todos os tempos sendo produzida até os dias de hoje e segue sempre a velha fórmula de misturar mistérios com humor onde por mais que os personagens tentem usar a cabeça, é sempre por acidente que os mistérios são elucidados.
 O desenho criado por Iwao Takamoto, William Hanna, Joseph Barbera e outros nos estúdios Hanna Barbera, incorporados nos anos 90 à Warner Bros, sempre acontecia quando o cachorro Scooby e seus quatro amigos Salsicha, Daphne, Fred e Velma, a conhecida Mistérios S/A, empresa especializada em desvendar como o nome sugere, mistérios, viajam no velho furgão Máquina de Mistério e deparam-se com situações aparentemente sobrenaturais. Embora sejam caçadores de mistérios, a maioria dos casos aparecem quando nenhum deles espera, geralmente quando estão visitando amigos ou em momentos que seriam de descontração. O grupo sai em busca de pistas e analisa suspeitos. Por fim criam armadilhas (que sempre dão errado) para capturar as criaturas. Após uma sequência perseguindo (e sendo perseguidos), acabam confundindo essas criaturas, que acabam sendo pegas. No final, na presença da polícia desmascaram essas criaturas (que são sempre pessoas que apareceram antes no episódio, podendo ser algum suspeito ou mesmo alguém que ninguém suspeitaria), revelam como era o esquema do vilão e sua verdadeira intenção.

Personagens

- Scoobert-Doo: mais conhecido como Scooby-Doo, é um cão extremamente medroso e de apetite insaciável. É o personagem principal da história. Adora festas e comida e detesta fantasmas, monstros e congêneres. Apesar disso, é sempre ele quem acaba pegando as criaturas com suas trapalhadas ao lado de Salsicha.
- Norville "Salsicha" Rogers: conhecido apenas por Salsicha, já que odeia seu nome. É o dono do Scooby e  possui a personalidade muito parecida com a do cachorro, já que tem uma fome incontrolável e tem pavor de monstros. É o personagem mais engraçado e também o mais atrapalhado. Não gosta de moda, pois está sempre com a barba por fazer e com olheiras, sendo um tanto desleixado, e sua figurino é despojado de formaque seu nome original é "Shaggy", que quer dizer desgrenhado. É sempre o primeiro a tentar fugir dos monstros, mas é sempre ele e Scooby que dão um ponto final aos casos, visto que as armadilhas de Fred sempre fracassam.
- Fred Jones: autoproclamado líder do grupo, embora na prática esteja longe disso. Por ser o bonitão do grupo, sua imagem se sobressai a dos demais, além do seu espírito de liderança, embora essa liderança esteja mais no discurso, visto é a Velma quem deduz as pistas, os planos elaborados por ele dão errado  ou parcialmente certo e quem elucida os mistérios são Salsicha e Scooby-Doo. Apesar de ser reconhecidamente mulherengo, ele nutre uma paixão por Daphne, paixão normalmente mantida em segredo, mas revelada em alguns longa-metragens.
- Daphne Blake: patricinha extremamente rica que conhece tudo sobre maquiagem e moda. É muito bonita, mesmo assim tem a aparência como prioridade em sua vida. É mestre em várias artes marciais, mesmo assim é a personagem mais vulnerável da turma, sendo sempre a primeira a cair nas armadilhas dos vilões. Sente o mesmo que Fred sente por ela, e também não revela o seu sentimento.
- Velma Dinkley: a personagem mais inteligente da franquia. Sempre encontra respostas lógicas para os mistérios. É assumidamente nerd e não cuida muito da aparência, embora em algumas situações revele-se que seja bem mais do que aparenta. Embora sinta atração por caras nerds, eventualmente sente atração pelo Salsicha e vice-versa.
Alguns personagens esporádicos* 

- Scooby-Loo: sobrinho de Scooby-Doo, que ainda é  filhote. Ao contrário de seu tio, é extremamente afoito e tem sempre que ser segurado por ele ou pelo Salsicha. Raramente interage com toda a Mistérios S/A, pois a maioria de suas aparições ocorrem com a Mistérios S/A resumida a ele, Scooby-Doo e Salsicha. Foi personagem fixo no final dos anos 70 e meados dos anos 80, e desde então raramente aparece.
- Scooby-Dão: primo caipira do Scooby-Doo. Apareceu em apenas uma temporada. Possui o tamanho de seu primo, sendo branco e utilizando um chapéu vermelho. Não é tão medroso quanto o mesmo, pelo fato de ser pouco inteligente e não perceber quando está em perigo.
- Flin-Flan: garoto que fez parte da Mistérios S/A apenas em uma temporada chamada "Os 13 fantasmas de Scooby-Doo, onde apenas Scooby-Doo, Scooby-Loo, Salsicha e Daphne fazem parte da turma. É esperto e sempre tem um truque na manga.
- Hex Girls: banda de rock formada por três garotas de estilo gótico que aparecem em alguns filmes e episódios feitos do final dos anos 90 pra cá.

* há outros personagens esporádicos como a irmã da Velma, os pais e o irmão do Scooby-Doo, e outros mais, cujos detalhes só são possíveis de encontrar vendo episódios ou filmes, já que não encontra-se muita informação sobre estes na Internet (mesmo que tenha, eu não tenho tido muita paciência pra mexer na web e levei semanas pra criar coragem de entrar neste blog).

Curiosidades

- Scooby-Doo é o único personagem da série que aparece em todos os episódios e em todas as temporadas. Salsicha vem em seguida, visto que é o dono do cachorro, seu melhor amigo e personagem relevante da franquia. Esteve fora apenas uma temporada, na qual Scooby contracena com seu irmão do oeste e um xerife de personalidade igual a do Salsicha.
- Embora seja um grupo normalmente unido, sabe se que a Mistérios S/A já se dissolveu várias vezes. Apenas duas vezes isso é explícito, em Scooby-Doo - o filme, onde Velma, Daphne e Fred brigam e decidem resolver mistérios cada um por conta própria e em Scooby-Doo na ilha dos zumbis, que começa com a turma separada fazendo outras coisas na vida como se tivessem parado de resolver mistérios por se cansarem deles.
- Em algumas temporadas os únicos membros tradicionais da Mistérios S/A são Scooby-Doo, Salsicha e Daphne, apenas os dois primeiros ou apenas o cachorro, sendo o elenco complementado por personagens esporádicos. O que sugere que eles tenham se separado outras vezes, sem deixar isso explícito.
- Em quase todas as temporadas, a Máquina de Mistério é um furgão velho de pintura estilizada. Na temporada "O 13 fantasmas de Scooby-Doo", no entanto, a Máquina de Mistério é um avião.
- Ainda sobre esta temporada, esta deve ser a mais atípica de todas, pois além do que já foi citado, a Mistérios S/A original resume-se a Salsicha, Daphne e Scooby-Doo, complementada por Scooby-Loo e o garoto Flin-Flan (um dos prováveis rachas da turma, que eu já citei), os personagens enfrentam fantasmas e monstros de verdade e os episódios ocorrem quase sempre no Himalaia (bem longe de Vila Legal e eles não costumam repetir lugares em outros episódios).
- Além de ser a série com mais temporadas, esta também pode ser a com mais longa-metragens, muitos dos anos 80, e desde 98, tem sido lançado pelo menos um a cada ano, e destes, 4 são em live-action (com atores de verdade), número pequeno se comparado com os de animação.
- Ainda hoje, os personagens adotam um figurino anos 60, que ao longo dos anos sofreu leves atualizações. Algumas vezes tentou-se algo mais radical, como o Fred usando camisa listrada e sem o lenço no pescoço ou o Salsicha de camisa vermelha, o que certamente não agradou o público e estes figurinos voltaram às origens.
- Os desenhos e longa-metragens da franquia até os anos 2000 eram focados exclusivamente nos mistérios e até nos casos de monstros reais, a vida cotidiana dos personagens ficava em segundo plano (daí nunca ser explicado o motivo de alterações na formação da Mistérios S/A em algumas temporadas). O primeiro passo dado pela Hanna-Barbera/Warner Bros em se aprofundar nos personagens veio em 1998 com "Scooby-Doo na ilha dos zumbis" onde a turma volta de uma separação e no decorrer do longa há alguns desentendimentos. Mas é nos anos 2000, com a introdução dos filmes em live-action da turma, onde o primeiro filme trata de uma separação nada amigável do grupo, que um ano depois se vê forçado a se reunir para resolver um caso complicado; no segundo live-action, Fred sofre por não dizer o que sente por Daphne . Salsicha e Scooby após anos como os destrambelhados da turma resolvem bancar os durões, tudo isso piora pelo fato de seus velhos monstros criarem vida e voltarem. No terceiro, há uma versão alternativa de como essa galera distinta uniu-se, e por aí vai.
- Mas essa centralização não ficou nos longas. A atual temporada chamada "Mistérios S/A" seguiu o mesmo rumo e está mais focada em conflitos pessoais do que nos próprios mistérios, centralizado no relacionamento conturbado de Fred e Daphne, o namoro mais conturbado ainda de Salsicha e Velma, atrapalhado por Scooby sem contar a relação de Fred e seu pai (que eu duvido que seja pai de verdade, pelas diferenças gritantes entre os dois).

domingo, 30 de outubro de 2011

Desenhos e séries inesquecíveis: Bob Esponja

 Cruzeiro do Sul- AC ( Nova seção do blog pra falar de desenhos e seriados infantis que fizeram ou fazem sucesso) Para começar essa nova série do blog vou falar desse desenho que foi um dos mais populares da década de 2.000 e ainda faz bastante sucesso.
 Sobre o desenho
 Trata-se de um desenho que, embora seja aclamada pelo público infantil, trata-se de um desenho que também tem um certo apelo adulto, fórmula bem-sucedida em alguns desenhos mais antigos como "Os Simpsons" e "A vida moderna de Rocko", sendo que o último influenciou bastante a franquia subaquática, visto que Stephen Hillenburg, criador do Bob Esponja, foi diretor desse desenho. O embrião da história surgiu em 1984 quando o biólogo marinho Stephen Hillenburg criou uma história em quadrinhos com animais marinhos antropomórficos. Em 1987 largou seu trabalho como professor de um instituto marinho para especializar-se em animações. No começo dos anos 90 foi chamado para dirigir "A vida moderna de Rocko", onde encontrou inspiração para seus personagens e começou a desenvolver a série em 1.996, sendo que esta iria ao ar pela primeira vez em maio de 1.999 e desde então tem se destacado entre os desenhos da Nickelodeon.
 Enredo
  O desenho conta o dia-a-dia e as recorrentes trapalhadas de Bob Esponja Calça Quadrada, uma esponja-do-mar atrapalhada na cidade submarina Fenda do Biquíni, situada no meio do Oceano Pacífico. Apesar do cenário ser subaquático, acontecem coisas como se acontecessem em terra firme, como personagens tomarem banho, acenderem fogo e irem à praia, com direito a uma enorme lagoa (?!), o que contribui para o tom cômico da história, além é claro dos personagens malucos que contracenam. Nos episódios acontecem vários situações hilárias causadas pela infantilidade da personagem principal que vive se metendo em roubadas.
Personagens principais e figurantes
Bob Esponja Calça Quadrada: principal personagem da franquia. Uma esponja do mar que parece uma esponja de lavar louça. É alegre, otimista, perfecconista e muito ingênuo, o que faz com que algumas pessoas se aproveitem dele. Tem supostamente 24 ou 25 anos, mas tem uma personalidade completamente infantil. Mora em um abacaxi com seu caramujo de estimação Gary e trabalha no Siri Cascudo, onde embora seja explorado por seu patrão, ama seu emprego. Aliás, uma das maiores peculiaridades dele é justamente o fato de ser capaz de amar todas as pessoas que o cercam (mesmo quem não gosta dele). Seus hobbies são caçar águas-vivas, lutar caratê, soprar bolhas de sabão "artísticas", além de brincar com seus amigos Patrick e Sandy e infernizar (na maioria das vezes sem querer, mas em outras propositalmente) seu vizinho mal-humorado Lula Molusco. Não tem apego a coisas materiais, nem mesmo ao dinheiro, mas é extremamente apegado a seus amigos e fica deprimido quando briga com um deles. Apesar de não ser ganancioso, ele tem sonhos grandes como ser o maior cozinheiro do mundo (tudo indica que ele pode um dia vir a ser), ser um caçador de águas-vivas reconhecido e ser dono do Sirí Cascudo (que também é possível devido a sua devoção no trabalho e a confiança que Seu Sirigueijo deposita nele.)

- Patrick Estrela: melhor amigo do Bob Esponja. É uma estrela-do-mar extremamente burra e que não entende as confusões em que se mete. Possui os mesmos gostos do amigo, mas ao contrário deste, não trabalha, raramente toma banho, se esquece de se vestir, tem péssima memória e sempre é visto dormindo no  chão. Mora debaixo de uma pedra e quase todos os seus móveis são de areia. É muito apegado aos amigos (e dificilmente sobreviveria sem eles por ser idiota demais). Assim como as estrelas-do-mar da vida real, Patrick por muitas vezes demonstra não ter cérebro, embora raramente (isso é raramente mesmo) ele tenha lampejos de inteligência.

- Sandy Bochechas: melhor amiga do Bob Esponja. É uma esquilo vinda do Texas com personalidade forte. Tem uma personalidade forte e é habilidosa em tudo o que tenta fazer.Versátil, dependendo dos episódios, ela pode ser tão brincalhona quanto Bob e Patrick ou mais chata do que o Lula Molusco quando se dedica a seus experimentos científicos. Vive em uma árvore protegida por uma redoma.

- Lula Molusco Tentáculos: vizinho mal-humorado do Bob Esponja e do Patrick. Está sempre de mal com tudo e todos por achar que é um injustiçado. Sabe-se pouco sobre seu passado, por exemplo que sua mãe ainda é viva (já apareceu em um episódio) e que na escola era ridicularizado por seu rival Squilliam Francinson. É colega de trabalho do Bob Esponja e seus hobbies são tocar (mal) clarineta e pintar (pior ainda) autorretratos. É um tanto orgulhoso e egoísta, mas algumas vezes demonstra ter virtudes. Gosta de viver sozinho e pensa ser um grande artista e sonha que seu "talento" seja reconhecido (o outro sonho dele é ter cabelos).

- Gary Caracol: o bichinho de estimação do Bob Esponja. Não fala, apenas emite sons de um gato, mas seu dono entende tudo o que ele diz. Dependendo do episódio, ele pode agir apenas como um animal doméstico ou até ser mais inteligente do que seu dono. Possui um apetite grande e já chegou a comer o sofá de casa quando o dono esteve longe.

- Eugene Carapaça Sirigueijo: mais conhecido como Seu Sirigueijo é um caranguejo que já tem uma certa idade dono do Siri Cascudo e patrão de Bob Esponja e Lula Molusco. Venera o dinheiro mais do que tudo. Supõe-se que ele seja muito rico, mas muito pão-duro. Sua segunda paixão é o dinheiro, a terceira é o dinheiro.... e sua segunda paixão que não dinheiro é o mar, pois ele foi marinheiro durante muitos anos e ainda hoje guarda tesouros valiosos que encontrou em suas viagens na sua sala de estar. Tem uma filha adolescente chamada Pérola. Não gosta de ostentação e mantém hábitos simples, já que detesta gastar. Sua personalidade lembra um pouco a do Tio Patinhas sempre disposto a conseguir mais dinheiro.

-Pérola: filha do Seu Sirigueijo, que não se sabe se é adotiva, afinal ela é uma baleia, seu pai um caranguejo e nada se sabe sobre sua mãe. É muito mimada e popular na escola, mas não é muito próxima de seu pai por achá-lo muito antiquado (e ele realmente é).

 - Sra. Puff: a professora de pilotagem de Bob Esponja. Por causa de suas barbeiragens nas provas práticas ela tem pavor dele. Sua piada recorrente é inchar-se involuntariamente por ser um baiacu quando se assunta.

- Sheldon J. Plankton: um plâncton verde e ciclope que é o arquirrival do Seu Sirigueijo. Tenta a todo custo roubar a fórmula secreta do hambúrguer de siri para produzir no Balde de Lixo. É o tipo do vilão desastrado, que sempre se dá mal no final e que raramente idealiza um plano capaz de assustar Sirigueijo. Apesar da aparência jovem, ele é tão velho quanto o rival e já foi revelado que os dois foram amigos na infância. As principais piadas recorrentes decorrem dele ser esmagado acidentalmente ou ignorado por não ser visto ou do fato de seu restaurante jamais ter tido um freguês. Apesar disso ainda demonstra amizade com o Seu Sirigueijo e com Bob Esponja, o que aparece em lampejos em alguns episódios.

- Karen, a esposa computadora: esposa do Plankton, ela sempre discorda das ideias de seu marido, por saber o quão idiota ele é e que ele vai se dar mal de novo. Nos episódios mais antigos aparece como um computador central com um enorme monitor incapaz de se mover e ligada na tomada (Plankton algumas vezes a desligou). Em episódios mais recentes aparece como um monitor de tamanho normal com um suporte comprido e fino que a liga a algumas rodinhas que fazem andar inclusive fora do Balde de Lixo.

- Homem Sereia e Mexilhãozinho: uma dupla de super-heróis já muito debilitados pela idade. Homem Sereia é um herói extremamente bondoso e ingênuo que já foi muito forte e vigoroso, mas ficou fora de forma, com problemas de memória e pouca lucidez. Na juventude parecia com o Aquaman. Mexilhãozinho é seu inseparável companheiro. Não é tão bisonho quanto o Homem Sereia, mas é mal-humorado como o Lula Molusco. Ainda combatem seus vilões Homem Raio, Bolha Suja, entre outros.

- O Fantasma do Holandês Voador: o fantasma de um pirata que mora na Fenda do Biquíni e gosta de assustar as pessoas. Apesar de manter a imagem de fantasma durão, no fundo sabe-se que não é tanto assim por causa de alguns hábitos dele. É amigo do Bob Esponja em alguns episódios.

-Larry Lagosta: uma lagosta extremamente popular. É conhecido pelo seu culto ao corpo, pois está sempre malhando e se admirando no espelho. É visto com frequência na Lagoa Goo, onde provavelmente trabalha como salva-vidas.

- Squilliam Imaginoso: arqui-inimigo do Lula Molusco rival desde os tempos de escola. Ficou rico e famoso fazendo tudo o que seu desafeto sonhava fazer. Assim como Lula Molusco é arrogante e orgulhoso e se diverte humilhando-o embora nem sempre se dê bem.

-Patchy, o pirata: um pirata desengonçado interpretado por um ator de verdade. É o presidente do fã-clube do Bob Esponja e apresentador dos episódios especiais do mesmo. Não interage diretamente com os personagens, mas vive se metendo em situações hilárias que o fizeram cair nas graças do público. Nunca apareceu na Tv aberta.

-Potty: um papagaio em forma de marionete que interage com Patchy o pirata. Vive implicando com seu dono, mesmo assim são amigos inseparáveis.

- Narrador: também não interage diretamente com os personagens e nunca apareceu em uma cena, mesmo assim é marcante pelo seu sotaque francês (falando "rr" no lugar de "r") e por narrar o começo de quase todos os episódios e as passagens de tempo (quando diz "duas horras depois", por exemplo).

- Bacalhau: o único personagem não antropomórfico da história. Aparece na canção de abertura dizendo "diabruras a bordo e problemas com peixes" e nos episódios mais antigos era o repórter do Jornal da Fenda do Biquíni, tendo sido substituído no mais recentes por um repórter antropomórfico chamado Perch Perkins.

A série de certa forma satiriza a sociedade onde o capitalista (no caso o Sirigueijo) busca o lucro de todas as formas, há sempre um outro empresário disposto a derrubar uma empresa para se estabelecer (Plankton) deixando de lado sentimentos pessoais (lembrando que ele possui um pouco de afeto por Bob Esponja e Sirigueijo, mas não hesita em prejudicar os mesmos), pessoas alienadas e com pouca inteligência (Patrick), o culto exagerado ao corpo (Larry), mulheres versáteis e de personalidade forte (Sandy), pessoas fracassadas e amarguradas com o mundo(Lula Molusco), policiais incompetentes, entre outros. No meio desse ambiente, Bob Esponja é  uma figura indiferente aos problemas que o cerca, levando a vida com otimismo e vendo o lado bom das coisas, com a inocência de uma criança. De certa forma, ele nos ensina que devemos dar valor às pequenas coisas, que não é preciso muito pra sermos felizes, basta estarmos juntos de nossos amigos de verdade e fazermos o que gostamos, assim, mesmo vivendo sem luxo nem dinheiro aos montes poderemos deixar de ser carrancudos e egoístas como o Lula Molusco para termos o alto astral do Bob Esponja em nosso dia-a-dia.

sábado, 8 de outubro de 2011

O homem que plantou a maçã mais famosa do mundo






Cruzeiro do Sul - Ac. ( Tô atrasado pra falar desse assunto, mas tive meus motivos) Bem, eu confesso que nunca fui muito fã da Apple, mesmo assim reconheço a importância para a informática dessa empresa. E se o assunto do post é Steve Jobs, por que estou falando é da empresa dele? Simples. Steve Paul Jobs é o responsável pelo sucesso da Apple. Afinal foi cofundador da empresa, passou 11 anos afastado dela, período no qual a Apple quase faliu, e quando voltou, não só reergueu-a como a tornou a empresa mais valiosa do mundo.
 Eu não tive muito tempo para escrever algo sobre o assunto antes, aliás, eu soube da morte dele quando estava na faculdade durante uma série de apresentações de seminários que definiriam nossas notas. Depois li na Internet muita coisa sobre ele, muitos dos seus feitos e até alguns equívocos que atribuem feitos de outros a ele. Aqui vou contar um pouco sobre essa trajetória que acabou cedo, mas que foi uma das mais vitoriosas de todos os tempos.
 Steven Paul Jobs nasceu em San Francisco, Califórnia em 24 de fevereiro de 1955 filho de um casal que o entregou a adoção. Foi criado por seus pais adotivos até chegar à universidade (que largou ainda no começo). Nessa época ele já entendia muito de eletrônica e de computadores, e junto de seu amigo Steve Wozniak (por que será que tem tanto Steve envolvido com informática? Lembrando que o atual presidente da Microsoft, e que foi um dos primeiros funcionários se chama Steve Ballmer) criaram algumas engenhocas, como um dispositivo que fazia ligações de graça pra qualquer lugar do mundo. Mas o marco inicial da subida da dupla foi quando Wozniak usando como base o computador Altair 8800, construiu o Apple I. Jobs o convenceu a comercializarem-no. Vendeu cerca de 200 unidades, um número expressivo para uma empresa de dois funcionários sediada numa garagem. Em 1977, lançaram o Apple II, este já bem mais evoluído e que deu projeção à Apple. Em 1984 lançou o Macintosh, o computador que popularizou a interface gráfica. Em 1985 foi afastado da empresa, da qual voltou em 96 e reassumiu o comando em 97. De lá para cá lançou alguns produtos de grande sucesso,como o iPod, o iPhone, o iPad, entre outros. Algumas semanas atrás renunciou ao cargo para tratar-se de um câncer do pâncreas e faleceu no dia 5 de outubro, dia seguinte ao lançamento do seu último filho: o Iphone 4S.
 Algumas curiosidades sobre Jobs:
 Steve era budista, e na juventude chegou a viajar à Índia para realizar rituais e cogitou virar monge.
 O nome Apple foi dado à empresa porque sua fruta preferida era maçã e ele queria que sua empresa tivesse um nome acessível à maioria das pessoas. Seu computador e seu sistema operacional se chamam Macintosh ( mas são mais conhecidos como Mac. eu particularmente prefiro Macintosh, pois acho feio os nomes iMac, MacBook, e Mac OS X, essa abreviatura é pouco expressiva). Macintosh é um tipo de maçã bem conhecida nos EUA.
 Jobs foi o dono da Pixar animation ao adquirir um pequeno estúdio e capitalizá-lo. O estúdio foi imortalizado por alguns dos mais cultuados filmes de animação: Toy Story, Procurando Nemo, Monstros S/A, Carros, Vida de inseto, Os incríveis, Ratatoille, Wall-e e Up - Altas aventuras, todos feitos em parceria com a Disney. A parceria era de 10 filmes e em 2004 houve um impasse para a extensão da parceria, que foi resolvido em 2006 quando a Pixar foi comprada pela Disney. Em contrapartida, Jobs tornou-se o maior acionista individual da Disney.
  A crendice popular credita a Apple como a criadora do primeiro celular touchscreen. No entanto, a Apple não criou o primeiro celular touch. Provavelmente o primeiro foi um modelo da HTC em 2002,e a Apple também não criou o touchscreen. Na verdade, telas de toque surgiram de experiências em laboratórios e universidades nos anos 60. Uma dessas experiências mais conhecidas foi datada de 71 e a empresa que patenteou é até hoje uma das maiores produtoras de telas touch. Tá certo que o tipo de tela e o funcionamento eram diferentes de hoje, mas isso não vem muito ao caso.
 Ainda sobre crendices acerca do ex-dono da maçã está a de que a Apple inventou um novo tipo de computador com o iPad. Bom, ela revolucionou ao popularizar um tipo de computador, mas inventar a prancheta eletrônica? Isso passou bem longe da cabeça de Jobs. Aliás, quando o tablet nasceu, ele nem fazia parte da Apple (lembra que eu disse que ele passou 11 anos afastado?) e nessa época ele estava mais preocupado com computadores bem maiores (ele criou uma outra empresa de computadores que mais tarde foi incorporada à Apple nesse período) e também com desenhos animados (comprou a Pixar pra fazer animações com seus computadores e mostrar seu poderio). O primeiro tablet é considerado o GRiDPad de 1989, e que logo foi copiado por inúmeras empresas. Essas pranchetas eram minicomputadores touchscreen que reconheciam a escrita das famosas canetinhas. Eram inúmeros modelos e utilidades e iam de gadgets do tamanho da tela do seu notebook até os famosos Palm tops que ainda hoje vendedores de distribuidoras e garçons de restaurantes mais sofisticados ainda usam, os chamados e-readers, feitos para ler e-books e alguns dedicados a acessar Internet e hardware turbinado. O iPad na verdade foi o responsável por abrir os olhos do grande público para computadores em forma de prancheta.
  O iPad foi o único tablet criado por Jobs, mas não foi o único criado pela Apple. Em 1993, a maçã (na era sem Jobs) lançou o Newton, que não fez muito sucesso. É bom lembrar que o termo "tablet" só se popularizou agora. Antes, esses dispositvos tinham outros nomes, como: slate computers, pen computers, palm tops, PDAs, entre outros.
 A Microsoft é acusada de plagiar a interface gráfica do Macintosh. No entanto, essa interface foi plagiada de uma criada pela Xerox. A Xerox não repreendeu a Apple por falta de interesse na interface.
 Para concluir, Jobs foi um gênio e que tornou a informática do jeito que conhecemos hoje, mas ao contrário do que pensam os que o endeusam, ele foi humano, foi pecador, errou, prejudicou pessoas, etc. Para conhecer um pouco melhor a juventude de Jobs e os primeiros passos da Apple recomendo o filme "Piratas do Vale do Silício", que aliás, também conta os primeiros passos da maior concorrente da Apple: a Microsoft.
 atualizando: O filme referido passou na televisão com o nome de "Piratas da informática".

domingo, 11 de setembro de 2011

65 anos de uma lenda do rock








 Cruzeiro do Sul - Ac. ( faz meses que não posto nada, pois durante vários dias não tive tempo e nos últimos tive, mas deu preguiça. É, o corpo parece que cobrou pelas horas de descanso que perdi e antes que algum leitor que me conheça (até parece que alguém vai ler isso) me diga que é frescura minha eu lembro que é a primeira vez na vida que eu tenha esse negócio de jornada dupla, e digo também que se estudar fosse emprego, seria um dos mais desgastante de todos: consome seu tempo e sua energia, não é remunerado, seus chefe não lhe respeitam e você tem mais deveres do que direitos)- Dia 5 de setembro, há quase uma semana pesquisando para um trabalho de aula dificílimo fui abrir o Google (sempre ele) e me deparei com um doodle (aquele nome grandão do Google que uns dias aparece diferente) dos 65 anos que o cantor Freddie Mercury completaria se estivesse vivo. Não tive tempo de ir mais a fundo naquele dia e nem no seguinte, mas aquilo ficou na minha cabeça, ainda mais que eu sempre acabo por ouvir as notícias dos jornais por causa do meu pai e não ouvi nenhuma menção ao fato, mas ouvi falarem várias vezes sobre a venda de ingressos daquela aberração do Justin Bieber no Brasil que ainda vai ser em outubro. Certamente fiquei p... da vida, primeiro que os jornalistas, aquele bando de m... que eu nem dou confiança, pois foi-se o tempo em que eu acreditava no que a TV dizia esquece de uma lenda da música e segundo que eu DETESTO Justin Bieber, como também Luan Santana, Restart, Amy Winehouse, Shakira, Lady Gaga e outros queridinhos da imprensa que não valem um centavo, mas a TV diz que são legais e todo mundo acredita.
 Bom, vamos deixar isso de lado e falar do que interessa: Farrokh Bulsara (não é a toa que ele usava nome artístico), mais conhecido por Freddie Mercury nasceu em 5 de setembro de 1946 na ilha de Zanzibar, que na época pertencia à Grã-Bretanha e hoje compõe a Tanzânia. Seus pais eram indianos, e por isso ele foi educado em uma escola inglesa na Índia, onde teve também teve aulas de piano e ganhou o apelido de Freddie. Voltou a sua ilha, mas aos 18 anos mudou-se para a Inglaterra por conta de uma grande revolta local. Na terra da rainha, formou-se em design gráfico e artístico e na faculdade conheceu Tim Staffell, Brian May e Roger Taylor, que tinham uma banda. Em 1970, Tim Stafftell sai da banda e entra Freddie e a banda passa a se chamar Queen.
 Mercury ficou marcado por sua presença de palco, algo meio que teatral, que envolvia quem o assistia. Talvez por isso, e também pela interpretação de músicas singulares, foi um dos ícones de sua época e cultuado até hoje, sendo um dos maiores cantores de todos os tempos. Gravou vários discos pelo Queen e dois solo, embora nunca tenha saído da banda.
 Apesar da presença de palco, na sua vida pessoal o cantor era tímido, reservado. Era bissexual, pois relacionou-se tanto com homens como com mulheres ao longo da vida. Mas a pessoa mais marcante da sua vida amorosa foi Mary Austin, que ele conheceu ainda em 1970 e morou com ele por 5 anos, e mesmo após o fim do relacionamento (eles não chegaram a casar), continuaram amigos até o fim do cantor. Provavelmente por suas aventuras desenfreadas, contraiu Aids. Também teve problemas com drogas, tanto que há muitos anos circula por aí um texto chamado "Drama de um apaixonado" que mais tarde descobri que foi atribuído a ele, o que pode ser verdade, afinal ele fez declarações sobre sua doença grave no da 23 de novembro, um dia antes de morrer, e o texto é um epitáfio de que estava à beira da morte.
 Uns meses atrás eu vi no site Uol uma entrevista de um biógrafo dele que, querendo ganhar nome, deu declarações contundentes de que Freddie Mercury era nada mais do que um personagem criado por Farrokh Bulsara e que o Queen se fosse dos dias atuais não teria dado certo. Eu, lógico que não gostei, não que eu seja fã dele ou da banda, eu vi essa notícia por acaso, mas pela arrogância do autor em querer desmitificar o cantor e torná-lo uma pessoa insignificante, talvez até maliciosa. Na minha opinião se um escritor quer desmitificar alguém, tem artistas melhores pra fazer isso, tipo Justin, Lady Gaga (que é tão original que imita Madonna e outras cantoras dos anos 80 e seu nome artístico ironicamente veio da música "Radio Ga Ga" do Queen (isso eu descobri outro dia por acaso), Luan Santana (esse não me engana), Restart (tão inteligentes que os próprios integrantes não sabem como se pronuncia restart e pronunciam do jeito que escreve), e outros cantores de hoje que não tem nada a acrescentar à música e só provam o quanto a mídia domina as pessoas e não alguém que já se eternizou. E outra coisa, sobre esse negócio de Freddie Mercury era um personagem. É a coisa mais estúpida que eu já ouvi. Se analisarmos, veremos que todos os cantores são personagens, são como os super-heróis dos quadrinhos e da TV: guiam a sociedade, são imponentes e superiores à humanidade, mas quando descaracterizados são pessoas comuns que amam, sentem medo, têm dúvidas e incertezas, são felizes ou infelizes, gostam de estar com os amigos, namorar, se divertir, etc. Quem se lembra do Homem-aranha, que nos filmes enfrenta criaturas terríveis, e era aclamado pelas pessoas ao erguer o capuz era um jovem franzino, com cara de nerd que tinha que pagar contas, lidar com um chefe chato e lutar pela garota dos seus sonhos. E o Super-Homem, que vestido de azul com a cueca por cima das calças era o homem de aço, capaz de qualquer coisa com sua força e rápido como uma bala, e sem a roupa, era um jornalista vindo do interior, que sofreu bullying na adolescência e que é invisível pra quase todo mundo tamanha a chatice que é sua vida. E o Batman? O temido cavaleiro das trevas, sempre aterrorizando bandidos nas noites frias de Gothan, sem a roupa blindada de morcego e seu cinto de utilidades é um playboy   dono de um enorme conglomerado, mas que tem uma lembrança dolorosa que o persegue desde criança, e que mesmo bancando o herói, no fundo essa dor está presente ali. Os cantores são desse jeito, têm uma vida fora dos palcos que pode não ser tão colorida como parece.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Reality shows: mentiras disfarçadas de verdade






 Cruzeiro do Sul - Ac ( nem lembro quanto tempo faz do meu post anterior. Quando tive assunto faltou tempo e quando tive tempo faltou assunto) Eu comecei a refletir um pouco sobre reality shows quando começou a nova fase do reality de quinta categoria A Fazenda, mas de ontem pra cá comecei tive a inspiração que me faltou nos últimos tempos e fuçando a web só pra passar o tempo achei sem querer mais argumentos pra falar do assunto.
 Vamos ao que interessa. Na década passada a televisão brasileira foi tomada por um estilo diferenciado de programa, um programa onde rolava de tudo, e o mais interessante: sem roteiros nem atores contracenando, em suma, a vida real (hipoteticamente) na tela da TV sem ser em telejornais sensacionalistas sedentos de ganhar audiência com a desgraça do próximo. Esse tipo de programa surgiu já faz um certo tempo, mas só no final dos anos 90 é que começou a ganhar espaço pelo mundo. E ainda em 1999 chegou por aqui o que é considerado por muitos o primeiro da televisão brasileira: o No Limite, em que vários participantes inicialmente divididos em dois grupos tinham que sobreviver em uma área inabitada onde deveriam contar apenas com os recursos naturais e a cada semana quem vencesse provas organizadas pela produção ganharia  alimentos e até utensílios úteis. Aos derrotados cabia fazer uma votação para eliminar um integrante. Mas a explosão mesmo veio em 2001 com a Casa dos Artistas, com o SBT acusado pela Globo de plagiar o formato do Big Brother, que a própria emissora recusou a comprar, mas o fato é que a Casa dos Artistas foi na prática muito diferente do que a gente aqui no Brasil conhece do programa idealizado pela Endemol. E o fato de que a Casa dos Artistas realmente foi um sucesso no começo e deu dores de cabeça ao Plim-Plim.
 Hoje os tipos de reality shows ao redor do mundo são vários e aqui no Brasil não é diferente, por isso só darei ênfase aos que se destacaram, entre eles o Popstars, que revelaria um grupo pop feminino e as vencedoras formaram o grupo Rouge que estourou nas paradas de sucesso, mas a versão masculina não foi o  mesmo êxito e o grupo ficou aquém do que se esperava. Depois teve o Ídolos, que tem boa audiência, mas não formou artistas relevantes, o que foi mais longe até agora foi Leandro Lopes, vencedor da primeira edição ainda no SBT, que tocou bastante as músicas "Manias e defeitos" e "Nosso amor é assim" e depois conseguiu ser vocalista do grupo de axé Rapazola e fez relativo sucesso com a bela canção "Aqui é seu lugar" (que era uma das minhas músicas preferidas até aquele bosta do Luan Santana começar a estourar também com essa música e eu hoje não consigo mais ouvir porque a música perdeu o encanto) e não sei por onde anda atualmente. Agora só se fala no reality A Fazenda O Curral, apresentado por Cabrito Jr. que podem dizer que é um formato comprado no exterior, mas que na prática é uma mistura do que houve de pior na Casa dos Artistas e no BBB e com um apresentador sem sal ao invés do carisma de Sílvio Santos e a irreverência de Pedro Bial. Visão geral: participantes: sub-celebridades, artistas que não conseguem voltar a faxer sucesso, atores ou apresentadores da própria Record (e ninguém acha suspeito?) e celebridades vulgares (vai ver como quase todos se encaixam em algum desses quesitos). Apresentador: um cara sem graça nem carisma que nunca ouvi falar antes de entrar na Record, mas que é um bom funcionário da TV do bispo, pois segue a filosofia de prender seus expectadores a todo custo. Vencedores: a parte mais controversa, participantes que ninguém apostaria um centavo no começo, destaque para o primeiro, filho de um ator famoso já falecido teve papéis medianos em novelas da Globo, mas não se firmou e é famoso por escândalos, principalmente com ex-mulheres. Regras: agressão física é passivo de expulsão, principalmente se você for uma boxeadora e ter nascido na Sérvia, mas agressão verbal é liberada 24 horas por dia e será reprisada até aparecer nada melhor pra noticiar no programa.
 Eu já assisti e fui grande fã de reality shows, mas nos últimos tempos tenho sofrido constantes mudanças no meu jeito de ser e pensar e nessa minha nova fase não pretendo seguir curtindo esse teatrinho de gente grande. Eu percebi que não sei no resto do mundo, mas aqui no Brasil a qualidade desses programas  vem em curva descendente ano a ano. O SBT foi punido pela queda dessa qualidade e a Casa dos Artistas perdeu audiência mesmo sendo reorganizada e saiu do ar, mas por incrível que pareça, ocorreu o oposto no BBB, que nas primeiras edições era interessante, mas se encheu de marketing, merchandising, divisões dentro da casa em bem e mal (eu até que gostei do 5 e do 8 por causa dessas guerra internas) e a pior de todas as transformações: com o tempo a casa começou a ser tomada por estereótipos no lugar de pessoas, ou você acha coincidência ter existido em quase todas as edições (senão todas) pelo menos um homossexual, uma pessoa de classe média alta ou rica, uma pessoa mais metida a durona do que os demais, uma pessoa que prefere jogar o jogo do que se relacionar com os outros participantes, um casal caliente dentro da casa que lá fora não vinga (alguns deram certo, mas foram aqueles que passaram quase despercebidos), triângulos amorosos, um membro que acaba taxado de vilão e que é eliminado com mais de 90% de rejeição, entre outros.
 Na Fazenda acontecem coisas que desafiam a lógica do telespectador e até o senso comum, como por exemplo, a eliminação precoce dos favoritos e a vitória de alguém polêmico ou pouco conhecido, o que faz-se pensar até onde é verdade o que é organizado no programa. O jogo não seria uma armação onde já sabia-se que iria ganhar antes do começo? No Big Brother a controvérsia recorrente é de que a Globo manipula a opinião do público para dar o prêmio ao participante escolhido por eles (curiosamente eu assisti as 10 primeiras edições e só me lembro de uma edição onde a vencedora me surpreendeu, afinal era pobre, feia e não tinha muito destaque como outros da casa, e na segunda edição, onde o favorito não chegou perto da final, mas o vencedor era o segundo favorito, ainda assim foi curioso que a vice não tinha popularidade alguma, mas chegou à final por ter escapado de paredões). Só sei que na Fazenda, que tem ganhado mais (assim como nos BBBs mais recentes) são os patrocinadores, destaque para uma montadora de carros coreana medíocre que se passa por gigante. Uma montadora que não tem a qualidade dos carros japoneses, alemães, italianos, franceses e americanos (você sabe de quem eu tô falando e antes de me criticar eu respondo que essas montadoras fazem os melhores carros, o problema é que a maioria delas vende modelos ultrapassados ou propositalmente feitos para serem de 2ª qualidade para terem preços competitivos em países cheios de pé-rapados como o nosso) mas aproveita-se de subsídios ilegais do governo coreano para vender seus carros de design deformado mais baratos que os das concorrentes e ainda persuadir pessoas com seu marketing agressivo e em tom arrogante. A verdade é que o reality show virou uma forma de gerar marketing  e visibilidade aos patrocinadores com uma realidade inventada de pano de fundo. Um jogo de interesses onde quem produz ganha, quem participa ganha, quem patrocina ganha e o público perde, pois surgiu mais uma de tantas formas do quarto poder - a imprensa - dominar a mente da população brasileira.
 Um filme lançado em 1998 é a principal sátira a esse movimento, curiosamente antes dele ganhar força, portanto um filme de certa forma profético em relação ao que viria logo depois. O nome do filme é "O Show de Truman: o show da vida" e além disso satiriza alguns produtores televisivos ambiciosos e nos dá um ideia do poder da mídia sobre todos nós. Sem dúvida recomendo que leia o link que encontrei no site Wikipédia (lembra que eu disse no começo do post que encontrei por acaso motivação pra escrever esse post? Pois foi fuçando nesse site clicando em nomes de filmes, pessoas, etc. que eu faço de vez em quando que achei isso, e, lógico, recomendo o filme, com uma bela atuação de Jim Carrey, que mostrou ao mundo que não é bom ator apenas em comédias nesse filme.
                                 Segue o link que fala detalhadamente desse filme .

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tablets: alguns esclarecimentos sobre essa nova geringonça





Cruzeiro do Sul - AC (Faz dias que não posto nada, afinal tenho uma vida pra levar e também faltou assunto) É  a primeira vez que faço um post sobre tecnologia, mas não será o último, afinal tenho uma noção superficial de algumas novidades tecnológicas, bem, não chego a ser um dos chamados "geeks", pois eu ando lendo artigos que esse espécime aí e sinceramente eles dizem coisas que eu também acho complicadas e dizem que um celular de 600 reais é básico, que nenhum celular é melhor do que o Iphone (dá pra acreditar?) e outras asneiras. Eu dou meus pitacos é com base no que eu conheço e no que eu considero bonito e realmente legal. Mas vamos deixar de rodeios e falar do que eu me propus: a nova sensação do mercado: os tablets. Muito se fala deles, mas ninguém deixa claro o que eles são de verdade. E muita gente compra por impulso.
 Vamos aos fatos: em primeiro lugar muita gente fala como se fosse algo revolucionário, um novo tipo de computador. Não é bem isso: se o notebook fosse um carro e o celular fosse uma bicicleta, o tablet seria uma moto. Ou seja, algo meio redundante, mas que é bem útil e legal de usar. Em segundo lugar, o tablet não é tão novo quanto a maioria das pessoas pensa: ele não surgiu ano passado. Pra falar a verdade, eu também não faço ideia de quando esse troço foi inventado, mas sei que já faz alguns anos. Lembro me que uns 3 anos atrás vi na web um tal de tablet Nokia N800. O tablet já esta aí há um tempo, mas só agora emplacou. Em terceiro lugar: a Apple não inventou o tablet. O que acontece (não me pergunte porque) é que muitas pessoas, especialmente os geeks contratados ou não pela imprensa têm uma devoção estranha com essa marca estadunidense. Em quarto lugar, alguns "especialistas" acham que ele vai substituir o netbook. Menos, pessoal, menos. Talvez isso aconteça mesmo, mas não será agora. O tablet ainda precisa evoluir bastante, ele ainda está mais para um smartphone gigante que não faz ligações do que para um computador. Precisa que o dono tenha roteador em casa ou um pacote de dados (aliás, é essencial, pois certamente você não vai trocar seu confortável PC por ele em casa e tem que ser esperto, pois as operadoras são) e pra colocar seus arquivos nele tem que conectar-se via USB a seu PC ou por Bluetooth a seu celular ou PC caso ele tenha. Vale lembrar que já existem celulares com entrada USB (cortesia da Nokia) e com saída HDMI também. Nisso eles ficaram atrás.
 No mercado, existem centenas de modelos à venda, mas nenhum além do Ipad tem feito muito sucesso. E ao contrário do caso dos smartphones onde o Iphone lidera sem merecer (não que seja ruim, mas seus rivais são melhores) nesse aí eu acho justo, pois embora haja concorrentes mais completos, nenhum tem nada de diferente que salte os olhos do consumidor. Quase todos são pretos ou cinzas e usam o sistema operacional Android, que é um bom sistema, mas que na minha opinião fez muito mal ao mercado, pois o público muitas vezes tem comprado aparelhos Android apenas por serem Android, e isso tem minado a criatividade das fabricantes e isso se reflete nos tablets. Tá certo que a culpa não é delas, pois algumas ainda acreditam em sofwares alternativos, destaque pra Nokia e a Samsung (embora essa seja uma das maiores usuárias do software do Google). O fato é que há um ciclo vicioso: ninguém será capaz de bater de frente o Ipad enquanto não lançarem um tablet que realmente se destaque tanto no visual como nas características, mas o público só dá atenção a Androids, o que impede de se criar algo totalmente novo. A esperança de se ver algo diferente ser lançado talvez esteja na marca Nokia. O fabricante finlandês não lança um novo tablet faz tempo (provavelmente por saber que não faria sucesso) e é um dos únicos que não aderiu ao Android ainda e por isso poderia lançar um com o Windows Phone 7 (sistema operacional para smartphones da Microsoft e que a Nokia adotará em breve) em versão estável para tablets (que ainda não tem) ou com o MeeGo (sistema operacional proprietário desenvolvido em parceria com a Intel, mas que ainda é pouco conhecido, mas cuja interface é interessante e fora do convencional) e que poderia apresentar um design diferenciado e atraente (o que a marca tem feito melhor do que as outras recentemente) e até recursos inéditos, como a entrada USB (que própria Nokia já tornou realidade em celulares).
 Bem, acho que me alonguei demais nesse assunto e talvez esteja meio confuso, mas como disse no começo do post, me falta assunto e tempo (ter até que eu tenho, mas não tanto na Internet) e me falta inspiração esses tempos, mas pra concluir o post, eu acredito que um tablet é um gadget (nome que resolveram dar às geringonças tecnológicas de hoje) interessante, que dá pra acessar Internet de forma melhor do que no celular, ler e-books sem forçar a visão, jogar uns joguinhos e usar uns aplicativos com menos limitação do que no celular, usar como uma agenda eletrônica e outras coisas, mas ainda não dá pra ser seu principal computador. Se você tem um orçamento apertado, tem uma série de coisas que deseja (ou precisa) adquirir, aconselho que dê um tempo, priorize coisas mais necessárias, já que um desses não é tão essencial assim atualmente, mas se você tiver em situação financeira mais confortável, vale a pena comprar um desses pra se manter antenado e conectado.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O "maluco" que deixou saudade



Cruzeiro do Sul (eu nem ia postar nada hoje, mas me vi obrigado) Hoje, 28 de junho de 2011, se Raul Seixas fosse vivo completaria 66 anos. Não vi isso em nenhum jornal, já que jornal hoje em dia só presta pra falar de morte, políticos de papo furado e Copa 2014 (que se continuar assim, vai ser um fiasco) e se esqueceram de lembrar de coisas como essa, afinal, gostem ou não, Raulzito foi um dos maiores cantores da música brasileira ao contrário de muitas porcarias que temos por aí e não é apenas em vendagem não, Raul foi um dos pioneiros do Rock no Brasil. Seu estilo irreverente e anarquista foi o que se tornou sua marca registrada, mas nem só de maluquices vivia este baiano (sim, ele era baiano, pelo menos isso pra consolar o fato de que a Bahia há muito produz poucos rockeiros e muitos cantores de axé, alguns bons, é claro, mas em sua maioria lixo cultural), ele também compôs músicas românticas, como "A maçã" e "Coisas do coração" e muitas outras, sendo que várias delas foram gravadas por outros artistas.
 O que eu sei sobre ele daria um post muito longo, então vou tentar ser breve: Raul dos Santos Seixas nasceu em Salvador, onde cresceu com a família. Gostava muito de seu único irmão, Plínio e desde cedo se interessava por leitura, tanto que no começo da adolescência ele vivia envolto em um universo particular, fazia várias anotações reflexivas, aliás, a música "Metamorfose ambulante" foi escrita a partir de uma frase semelhante ao verso "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo" que ele escreveu no seu quarto, e também fazia histórias em quadrinhos que eram lidos por seu irmão. Começou a abrir sua mente graças ao fato de viver próximo a um consulado americano, onde conheceu pessoas vindas da América e acabou tendo acesso a algo até então quase desconhecido no Brasil: o Rock através de discos de grandes nomes, entre eles Elvis Presley. Então, criou um grupo de meninos rockeiros, e depois chegou a formar uma banda que teve vários nomes, mas no seu ápice se chamava Raulzito e os Panteras (seu nome artístico no começo era Raulzito). Foram tentar a vida no Rio de Janeiro, onde gravaram um disco com o nome da banda, mas não fez sucesso e Raul chegou a passar fome (e ele relata isso em um verso da música crítica "Ouro de Tolo"). Mas nessa fase, ele conheceu o cantor Jerry Adriani, de quem sua banda foi banda de apoio por um tempo.
 Após um tempo, a banda se desfez e Raul voltou à Bahia. Mas a amizade com Jerry Adriani mudou o rumo da carreira do garoto, pois Jerry o chamou novamente à cidade maravilhosa onde ele conseguiu o emprego de produtor musical na gravadora CBS (hoje Sony BMG). Lá Raul produziu os discos de grandes nomes da jovem guarda e compôs grandes sucessos de alguns deles. Mas o que ele queria mesmo era cantar e se increvem em um festival de música com a música "Let me sing, let me sing", que misturava rock e baião (a outra paixão musical dele e que ele utilizou em várias caanções). Tempos depois gravou seu primeiro disco solo e o primeiro que ele assinou como Raul Seixas (vale lembrar que antes era Raulzito), Krig Ha, Bandolo! Desde então começou a marcar presença na música brasileira.
Curiosidades: Raul Seixas conheceu Paulo Coelho quando este escrevia artigos sobre discos voadores em uma revista. Raul, que lia essa revista, procurou-o e propôs a parceria bem-sucedida, da qual um saiu como um dos maiores cantores e o outro um dos maiores escritores do país.
 Após ter se exilado nos EUA devido à tentativa de criar uma "Sociedade Alternativa", vista como subversiva (e Raul era mesmo subversivo), no Brasil tinha ficado um trabalho inacabado chamado "Gîtâ", o qual a gravadora lançou e vendeu 600 mil cópias. O governo se viu obrigado a deixá-lo voltar.
 Ao contrário do que quase todos pensam, no começo da carreira (quando ainda era chamado de Raulzito) suas músicas eram bem diferentes da sua fase madura, tendo um estilo bastante conservador semelhante ao de alguns rockeiros americanos e ficaram quase desconhecidas. Outra coisa importante desta fase era seu visual: também conservador e sem barba, que aliás é sua marca registrada (embora tenha ficado sem barba durante um período de quando já fazia sucesso). Ele próprio afirma que só aprendeu a fazer músicas do jeito que ele gostava e o público aprovava após trabalhar em uma gravadora. E é verdade, todas suas músicas de sucesso (inclusive muitas que outros artistas interpretavam) e seu visual "tô nem aí pro que os outros pensam" surgiram após ele começar a trabalhar na gravadora CBS. E sei do que estou falando, mesmo porque meu pai (que é o dono do bar e não eu) tem o CD "Raulzito e os Panteras" e, tirando a voz inconfundível, nada lembra o que ele fez depois.
 Casou-se várias vezes, teve problemas com alcoolismo e drogas (mas as drogas ele largou já no final de sua vida e fez a canção "Não quero mais andar na contramão" se auto-satirizando), lutou contra problemas de saúde, principalmente pancreatite (que foi apontada como causa de sua morte) e é acusado por muitos como satânico, algo que é desmentido por pessoas que foram próximas dele. O que realmente aconteceu é que ele era muito culto e que se interessava muito por filosofia, metafísica, etc. e gostava de estar descobrindo coisas novas, e por isso estava sempre experimentando coisas novas, o que fez com que ele descobrisse coisas diferentes e tentasse repassar o que sabia para o público, e como suas letras mais conhecidas são bastante complexas, o que faz com que muitos pensem que tem mensagens subliminares ou que fazem apologia ao satanismo. A verdade é que esta figura singular da música brasileira (talvez até mundial) se destacou por fazer o que ninguém mais tinha coragem de fazer e dizer o que ninguém mais dizia em suas músicas de forma tão clara e às vezes sarcástica e ganhou muitos inimigos, mas também um número bem maior de fãs, seguidores e adeptos de sua filosofia de que não devemos ser "como as pedras imóveis na praia" como ele dizia em "Medo da chuva", e hoje, 22 anos após ele ter feito sua última viagem ele parece vivo par milhares de pessoas. Apenas alguns poucos artistas com muito talento podem se dar a esse luxo, ele não será jamais esquecido, afinal, além de cantor e compositor, ele foi gênio, ele foi defensor de que o ser humano deve se libertar, ele foi filósofo.

domingo, 26 de junho de 2011

O Rei que não deixará sucessor


Cruzeiro do Sul ( Igual nem clonando) Parece que foi ontem, mas já faz dois anos que ele partiu pra fazer show lá no céu, mas não foi esquecido. Aliás, ainda acho que hoje que ele não está mais entre nós o pessoal lembra mais dele do que quando estava vivo.
 Eu não tenho muito a comentar sobre a vida dele, afinal, todo mundo sabe que ele era um garoto que não teve infância, pois tinha que cantar junto com seus irmãos no conjunto Jackson Five. Começou como apenas um integrante, mas seu talento logo o fez virar líder do grupo e estoura nas paradas de sucesso. Na adolescência, ele começou a lançar discos solos apesar de ainda cantar com os irmãos, mas com o tempo, ele ficou apenas na carreira solo e no disco Off the wall, ele já começou a mostrar o brilho com que o mundo se acostumou. Mas foi com Thriller, (filme de terror), onde o garoto definitivamente virou mito, com o videoclipe inovador com aquela clássica dança dos zumbis.
 Mas nem só de sucessos viveu o astro: polêmicas sobre as suas muitas cirurgias plásticas, sua suposta mudança opcional de cor (ele sempre negou), e nos últimos anos, das acusações de pedofilia, etc. Em resumo, a imprensa não teve pena de ferir sua reputação.
 Foi casado com a filha de outro rei, Elvis Presley (Elvis é o rei do rock), mas não durou muito tempo. Depois, teve três filhos por inseminação artificial e s casou com a "mãe de aluguel". Depois de alguns anos se separaram e desde então Michael continuou solteiro.
 Excêntrico, mesmo assim considerado uma pessoa tranquila e simpática por quem conviveu com ele, mas que ainda nutria um ressentimento pelo seu pai, Joe Jackson, devido ao tratamento severo a que o mesmo o submetia em sua infância, quando o acordava muito cedo todos os dias para ensaiar, não o deixava brincar nem ter uma vida normal, e isso ficou evidente no testamento do cantor (que, pelo jeito já imaginava que seu fim estava próximo, principalmente porque após vários anos parado resolveu lançar uma turnê de despedida, mas não imaginava que estava tão próximo assim), onde ele deixou tudo pra sua mãe e os três filhos e não citou seu pai.
  A causa da sua morte é apontada como uma overdose de analgésicos, nos quais ele viciou-se desde os anos 80, quando durante a gravação de um comercial de TV ocorreu um incindente e ele sofreu queimaduras na cabeça. O médico particular ainda hoje é indiciado por ter culpa da morte. Acredita-se que ele foi omisso no socorro do cantor. Eu particulamente, acho que ele teve alguma culpa sim, só não sei dizer se foi muita ou pouca, primeiro, porque ele não tinha controle da quantidade do remédio de Michael (mesmo dependentes químicos têm um limite de drogas que podem usar por dia, ainda mais se tiver com um médico supervisionando), segundo, que acredita-se que ele demorou demais para pedir socorro quando o rei do pop entrou em convulsão.
  Seja lá como tenha sido, quem teve culpa ou não teve, o que ele fez ou deixou de fazer, uma coisa é certa e inegável: ele deixou um legado inigualável pra música e pra cultura pop que nada, nem suas polêmicas em vida e controvérsias de sua morte e que ninguém será capaz de fazer igual. Ele venceu perconceitos, quebrou paradigmas, revolucionou a música e muito mais. Não foi porque ele fez tratamento pra descolorir a pele (nunca ouvi falar que isso seja possível de fato), ou porque ele foi pedófilo ou não o que eu duvido, afinal o menino ia na casa dele porque queria e não é de hoje que têm sanguessugas de olho na fortuna dele que ele vai deixar significar o que ele significou. Portanto, o recado está dado para alguns cantores pop sem noção de hoje que se acham donos do mundo, reis da cocada preta, e coisa e tal: desçam logo de seus saltos ponham os pés no chão, pois não importa o que qualquer um deles faça, nenhum deles ocupará o lugar de Michael Jackson, o trono de Rei do pop jamais será ocupado novamente por um mísero mortal. Michael foi um rei, e ele sabia disso, tanto que batizou seus dois filhos como Prince Michael I e II (prince significa príncipe) e sua filha tem um nome que ao meu ver, é digno de uma princesa (Lisa Marie) e não acredito que alguém será capaz de destroná-lo.

Taí pra recordar:




Esse último foi uma campanha organizada pelo próprio Michael Jackson com Lionel Ritchie destinada a ajudar a África. O vídeo tem alguns dos principais cantores da época, mas Michael fica em destaque. Soube que ano passado fizeram um remake dessa musica pra ajudar as vítimas do Haití com algumas estrelas. Nem me dei ao trabalho de ouvir. No Brasil ainda nos anos 80 uma música nesse estilo entitulada "Dê uma chance ao coração" com grandes nomes da época convidados. Aliás esse é um dos maiores compositores do nosso país, e todo mundo conhece alguma música dele embora não saiba. Mas isso é outra história.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Coisas do outro mundo II

Cruzeiro do Sul- AC (prometo que não vou mais postar sobre esse assunto tão cedo) Eu achei que essa história já tinha sido esquecisa, mas hoje no jornal daqui saiu novamente uma reportagem sobre o assunto que eu não ponho aqui, pois não encontrei o vídeo, uma pena, pois aparece o relato dos moradores que viram a luz estranha e até um morador que filmou o ovni. Ainda tem boatos de luzes estranhas vistas em outras cidades, entre elas Sena Madureira.
 Eu, particularmente acho essas histórias de discos voadores sempre mal explicadas, principalmente quando tem autoridades, astrônomos e mesmo os ufólogos investigando. Vem sempre aquela lorota de que era um balão meteorológico, ilusão de óptica, e coisa e tal. Essa história só cola ainda porque a imprensa não dá bola e o povo é muito cético, aliás minha mãe não acredita e meu pai acredita mais ou menos, embora já tenha visto ovnis em plena luz do dia uma vez. Mas não foi a primeira vez que ouço falar de discos voadores por aqui, mas foi a primeira vez que teve repercussão, outro dia, aliás, meus colegas até fizeram piada do holofote que um maluco que abriu uma boate agora, aquela tal de Sírius não sei o quê e que parece aquele que a Infraero ainda usa pra orientar os aviões de noite às vezes.
 Mas, voltando ao assunto, nunca uma aparição dessas é elucidada, e, se você procurar se informar sobre tais casos, verá que sempre há uma versão bem diferente da oficial, onde autoridades ocultam provas, intimidam testemunhas, etc. O caso mais conhecido mundialmente e também o mais antigo foi o de Roswell no fim dos anos 40, onde pessoas afirmaram ter encontrado bastões praticamente indestrutíveis com símbolos parecidos com hieroglifos e também lâminas de um material parecido com alumínio que por mais que fosse dobrado, nunca ficava amassado, e até boatos de que havia três tripulantes pequenos que morreram na queda. Isso de fato aconteceu? Não sei, eu não tava lá pra saber, mas também há muitos relatos de pilotos de avião, controladores de voo e acredite, até ex-astronautas, inclusive um que estve na Lua numa missão Apolo (não foi a 11, mas suspeita-se que Neil Armstrong também tenha visto coisas estranhas antes de dar um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade). Suspeita-se até que o governo americano mantenha um lugar chamado área 51 onde estuda destroços de nave e até mesmo alienígenas vivos.
 E você acha que o Brasil não tem histórias assim pra contar? Se enganou. Uns três anos atrás foi noticiado ovnis no interior paulista, e até relatado contatos de 2º grau (que é quando o ufo causa alguma interferência no meio ou pousa e deixa marcas, geralmente em plantações). Na mesma semana, caiu um objeto em forma esférica de um formato diferente de tudo que eu conheço. No fim de semana, foi noticiado que se tratava de um pedaço de um satélite desativado. Meio estranho, não acha? eu acho sim. Eu sou entusiasta de aviação, e tenho muitas revistas especializadas e numa delas que é sobre aviação militar comprada há varios anos eu me lembro de ter lido uma matéria sobre um evento que ficou conhecido como "A noite oficial dos ovnis", que foi a primeira vez que uma força armada admitiu publicamente ter perseguido ovnis. Nesta noite foram detectados nos radares do Cindacta cerca de 20 objetos não identificados, alguns dos quais foram vistos por pilotos da FAB. Mas o caso mais intrigante ficou conhecido por "Operação prato", de 1979, que passou até no Linha Direta Mistério (e eu assisti) em 2005 onde a FAB mandou militares investigarem o "chupa-chupa", que num português mais claro seriam ets vampiros. Pra explicar melhor os fatos: numa cidade do interior do Pará, os moradores viam objetos estranhos a baixa altitude e que através de luzes sugavam o sangue das pessoas. Foram feitas muitas fotos e vídeos dessas naves, a maior parte permanece em sigilo. Cerca de 400 pessoas foram atacadas pelos sanguessugas espaciais e até hoje não se tem explicações para as escoriações que elas sofreram. Segundo familiares do comandante da operação, ele afirmava que a operação foi cancelada após ele informar que teve contato de 3º grau (quando é avistado alguém saindo da nave) com uma nave que pousou do outro lado do rio. Ele ficou na cidade pra continuar investigando, mas os ovnis aos poucos sumiram e não houve mais vítimas do "chupa-chupa". Em 1997, revelou em entrevista muito do que sabia. Dois meses depois foi encontrado morto e a versão oficial é de suicidio.
 Já falei demais sobre algo que assusta as pessoas, mas não pretendo falar mais disso tão cedo e quem ler, se é que vai existir alguém capaz disso, vai achar que eu tô viajando na maionese (de novo), mas tudo bem, vou colocar um vídeo com "causos" interessantes de ovnis vistos por aí. Eu particularmente acho arrogância nossa achar que estamos sós no universo, Deus seria capaz de criar um universo tão grande pra deixar um planeta insignificante como o nosso ser o único lugar a ter vida?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Coisas do outro mundo


Cruzeiro do Sul-AC (planeta Terra, chamando) Semana passada correu por aqui aquela história de que um ovni foi avistado no céu do Ramal 3, no Projeto Santa Luzia, no Guajará. Segundo moradores, um clarão intenso foi visto no céu parado e também segundo boatos que ouvi através do "informantes" do bar, essa luz mudava de cor e foi vista perto de um igarapé que tem por lá e também foi vista voando a baixa altitude sobre a mata, inclusive uma moradora teria ligado para um conhecido dela (nosso também) que trabalha na Infraero perguntando se tinha algum voo naquele horário pois sabia-se que ainda era cedo pro voo da Gol chegar. Aliás, segundo esse mesmo informante, o radar da Infraero não detectou nada.Segue aí o link pra ver a notícia vinculada por um jornal daqui (que eu soube bem depois de ser informado no bar.
 Na real, você acredita em seres extraterrestres?
 Essa é uma das questões que mais divide opiniões no mundo. Muita gente não acredita, outros juram de pé junto até que foram abduzidos ou coisa parecida, mas ninguém tem respostas concretas sobre esse assunto. Quem ler isso aqui pode achar que eu tô viajando na maionese (mais do que eu viajo na maionese de fato) mas eu acredito sim em extraterrestres. Veja bem: o universo é infinito, tem um número incalculável de galáxias, estrelas, planetas, luas, etc. Não faz sentido que só um planeta pequeno que orbita uma estrela pequena seja o único reduto de vida. Além disso, nada prova que estamos sós no universo, além disso, muito se fala de que aqui na Terra as autoridades escondem as provas, e até alienígenas seriam mantidos em alguns lugares, um desses seria a famosa área 51, que suspeita-se que seja num deserto americano e até há relatos de gente que diz ter visto objetos estranhos no céu próximo dessa suposta região. Além, é claro, das suspeitas de que as tecnologias que vem sendo implantadas. Lembrando que muitas coisas de nosso dia-a-dia os fabricantes alegam ter desenvolvido em experimentos espaciais(!) e aí fica a dúvida.
 Pra não deixar este post muito longo e eu não ficar muito chato vou encerrar por aqui e deixa cada um com a sua crença ou não. Até mais.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Bem vindo ao nosso blog

Cruzeiro do Sul-AC ( tudo devagar hoje) Bem vindos a esse novo blog. Eu não sei direito como fazer um blog, ainda estou aprendendo esse negócio. Mas vou fazer o possível pra que esse blog seja interessante e atraia o pessoal daqui da cidade e até de outros cantos  do Brasil, afinal, a Internet não tem fronteiras. Mas, vamos lá, o negócio é o seguinte: após receber sugestões, e como eu já tinha vontade de abrir um blog, eu resolvi fazer esse aqui, que consiste em publicar na web sobre... aquelas conversas que você escuta e também das últimas notícias, que chegam primeiro onde? Nas mesas de bar, é claro. O que também não me impede de postar outros assuntos, daqueles que todo mundo comenta por aí, com o meu ponto de vista, e coisas que eu sei sobre eles ou que encontrei na web.
Só pra constar: em primeiro lugar eu não sou dono de bar, e sim o meu pai, mas acabei crescendo vendo e ouvindo os "causos" do povo no bar. Em segundo lugar: eu não bebo nem fumo, e nem gosto dessas coisas, e nem pensem que eu estou fazendo apologia a isso pois não estou. Quem quiser beber ou fumar não ponha a culpa neste blog, hein? Pois eu sei que ninguém precisa de fatores externos pra se viciar.
 Aguardem, (se é que alguém vai ler isso) pois ainda virão muitos posts. Só basta eu ter tempo, Internet (não tenho acesso ao modem 24 horas por dia não) e principalmente, assunto, o que eu acho difícil faltar.