sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tablets: alguns esclarecimentos sobre essa nova geringonça





Cruzeiro do Sul - AC (Faz dias que não posto nada, afinal tenho uma vida pra levar e também faltou assunto) É  a primeira vez que faço um post sobre tecnologia, mas não será o último, afinal tenho uma noção superficial de algumas novidades tecnológicas, bem, não chego a ser um dos chamados "geeks", pois eu ando lendo artigos que esse espécime aí e sinceramente eles dizem coisas que eu também acho complicadas e dizem que um celular de 600 reais é básico, que nenhum celular é melhor do que o Iphone (dá pra acreditar?) e outras asneiras. Eu dou meus pitacos é com base no que eu conheço e no que eu considero bonito e realmente legal. Mas vamos deixar de rodeios e falar do que eu me propus: a nova sensação do mercado: os tablets. Muito se fala deles, mas ninguém deixa claro o que eles são de verdade. E muita gente compra por impulso.
 Vamos aos fatos: em primeiro lugar muita gente fala como se fosse algo revolucionário, um novo tipo de computador. Não é bem isso: se o notebook fosse um carro e o celular fosse uma bicicleta, o tablet seria uma moto. Ou seja, algo meio redundante, mas que é bem útil e legal de usar. Em segundo lugar, o tablet não é tão novo quanto a maioria das pessoas pensa: ele não surgiu ano passado. Pra falar a verdade, eu também não faço ideia de quando esse troço foi inventado, mas sei que já faz alguns anos. Lembro me que uns 3 anos atrás vi na web um tal de tablet Nokia N800. O tablet já esta aí há um tempo, mas só agora emplacou. Em terceiro lugar: a Apple não inventou o tablet. O que acontece (não me pergunte porque) é que muitas pessoas, especialmente os geeks contratados ou não pela imprensa têm uma devoção estranha com essa marca estadunidense. Em quarto lugar, alguns "especialistas" acham que ele vai substituir o netbook. Menos, pessoal, menos. Talvez isso aconteça mesmo, mas não será agora. O tablet ainda precisa evoluir bastante, ele ainda está mais para um smartphone gigante que não faz ligações do que para um computador. Precisa que o dono tenha roteador em casa ou um pacote de dados (aliás, é essencial, pois certamente você não vai trocar seu confortável PC por ele em casa e tem que ser esperto, pois as operadoras são) e pra colocar seus arquivos nele tem que conectar-se via USB a seu PC ou por Bluetooth a seu celular ou PC caso ele tenha. Vale lembrar que já existem celulares com entrada USB (cortesia da Nokia) e com saída HDMI também. Nisso eles ficaram atrás.
 No mercado, existem centenas de modelos à venda, mas nenhum além do Ipad tem feito muito sucesso. E ao contrário do caso dos smartphones onde o Iphone lidera sem merecer (não que seja ruim, mas seus rivais são melhores) nesse aí eu acho justo, pois embora haja concorrentes mais completos, nenhum tem nada de diferente que salte os olhos do consumidor. Quase todos são pretos ou cinzas e usam o sistema operacional Android, que é um bom sistema, mas que na minha opinião fez muito mal ao mercado, pois o público muitas vezes tem comprado aparelhos Android apenas por serem Android, e isso tem minado a criatividade das fabricantes e isso se reflete nos tablets. Tá certo que a culpa não é delas, pois algumas ainda acreditam em sofwares alternativos, destaque pra Nokia e a Samsung (embora essa seja uma das maiores usuárias do software do Google). O fato é que há um ciclo vicioso: ninguém será capaz de bater de frente o Ipad enquanto não lançarem um tablet que realmente se destaque tanto no visual como nas características, mas o público só dá atenção a Androids, o que impede de se criar algo totalmente novo. A esperança de se ver algo diferente ser lançado talvez esteja na marca Nokia. O fabricante finlandês não lança um novo tablet faz tempo (provavelmente por saber que não faria sucesso) e é um dos únicos que não aderiu ao Android ainda e por isso poderia lançar um com o Windows Phone 7 (sistema operacional para smartphones da Microsoft e que a Nokia adotará em breve) em versão estável para tablets (que ainda não tem) ou com o MeeGo (sistema operacional proprietário desenvolvido em parceria com a Intel, mas que ainda é pouco conhecido, mas cuja interface é interessante e fora do convencional) e que poderia apresentar um design diferenciado e atraente (o que a marca tem feito melhor do que as outras recentemente) e até recursos inéditos, como a entrada USB (que própria Nokia já tornou realidade em celulares).
 Bem, acho que me alonguei demais nesse assunto e talvez esteja meio confuso, mas como disse no começo do post, me falta assunto e tempo (ter até que eu tenho, mas não tanto na Internet) e me falta inspiração esses tempos, mas pra concluir o post, eu acredito que um tablet é um gadget (nome que resolveram dar às geringonças tecnológicas de hoje) interessante, que dá pra acessar Internet de forma melhor do que no celular, ler e-books sem forçar a visão, jogar uns joguinhos e usar uns aplicativos com menos limitação do que no celular, usar como uma agenda eletrônica e outras coisas, mas ainda não dá pra ser seu principal computador. Se você tem um orçamento apertado, tem uma série de coisas que deseja (ou precisa) adquirir, aconselho que dê um tempo, priorize coisas mais necessárias, já que um desses não é tão essencial assim atualmente, mas se você tiver em situação financeira mais confortável, vale a pena comprar um desses pra se manter antenado e conectado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário