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domingo, 11 de setembro de 2011
65 anos de uma lenda do rock
Cruzeiro do Sul - Ac. ( faz meses que não posto nada, pois durante vários dias não tive tempo e nos últimos tive, mas deu preguiça. É, o corpo parece que cobrou pelas horas de descanso que perdi e antes que algum leitor que me conheça (até parece que alguém vai ler isso) me diga que é frescura minha eu lembro que é a primeira vez na vida que eu tenha esse negócio de jornada dupla, e digo também que se estudar fosse emprego, seria um dos mais desgastante de todos: consome seu tempo e sua energia, não é remunerado, seus chefe não lhe respeitam e você tem mais deveres do que direitos)- Dia 5 de setembro, há quase uma semana pesquisando para um trabalho de aula dificílimo fui abrir o Google (sempre ele) e me deparei com um doodle (aquele nome grandão do Google que uns dias aparece diferente) dos 65 anos que o cantor Freddie Mercury completaria se estivesse vivo. Não tive tempo de ir mais a fundo naquele dia e nem no seguinte, mas aquilo ficou na minha cabeça, ainda mais que eu sempre acabo por ouvir as notícias dos jornais por causa do meu pai e não ouvi nenhuma menção ao fato, mas ouvi falarem várias vezes sobre a venda de ingressos daquela aberração do Justin Bieber no Brasil que ainda vai ser em outubro. Certamente fiquei p... da vida, primeiro que os jornalistas, aquele bando de m... que eu nem dou confiança, pois foi-se o tempo em que eu acreditava no que a TV dizia esquece de uma lenda da música e segundo que eu DETESTO Justin Bieber, como também Luan Santana, Restart, Amy Winehouse, Shakira, Lady Gaga e outros queridinhos da imprensa que não valem um centavo, mas a TV diz que são legais e todo mundo acredita.
Bom, vamos deixar isso de lado e falar do que interessa: Farrokh Bulsara (não é a toa que ele usava nome artístico), mais conhecido por Freddie Mercury nasceu em 5 de setembro de 1946 na ilha de Zanzibar, que na época pertencia à Grã-Bretanha e hoje compõe a Tanzânia. Seus pais eram indianos, e por isso ele foi educado em uma escola inglesa na Índia, onde teve também teve aulas de piano e ganhou o apelido de Freddie. Voltou a sua ilha, mas aos 18 anos mudou-se para a Inglaterra por conta de uma grande revolta local. Na terra da rainha, formou-se em design gráfico e artístico e na faculdade conheceu Tim Staffell, Brian May e Roger Taylor, que tinham uma banda. Em 1970, Tim Stafftell sai da banda e entra Freddie e a banda passa a se chamar Queen.
Mercury ficou marcado por sua presença de palco, algo meio que teatral, que envolvia quem o assistia. Talvez por isso, e também pela interpretação de músicas singulares, foi um dos ícones de sua época e cultuado até hoje, sendo um dos maiores cantores de todos os tempos. Gravou vários discos pelo Queen e dois solo, embora nunca tenha saído da banda.
Apesar da presença de palco, na sua vida pessoal o cantor era tímido, reservado. Era bissexual, pois relacionou-se tanto com homens como com mulheres ao longo da vida. Mas a pessoa mais marcante da sua vida amorosa foi Mary Austin, que ele conheceu ainda em 1970 e morou com ele por 5 anos, e mesmo após o fim do relacionamento (eles não chegaram a casar), continuaram amigos até o fim do cantor. Provavelmente por suas aventuras desenfreadas, contraiu Aids. Também teve problemas com drogas, tanto que há muitos anos circula por aí um texto chamado "Drama de um apaixonado" que mais tarde descobri que foi atribuído a ele, o que pode ser verdade, afinal ele fez declarações sobre sua doença grave no da 23 de novembro, um dia antes de morrer, e o texto é um epitáfio de que estava à beira da morte.
Uns meses atrás eu vi no site Uol uma entrevista de um biógrafo dele que, querendo ganhar nome, deu declarações contundentes de que Freddie Mercury era nada mais do que um personagem criado por Farrokh Bulsara e que o Queen se fosse dos dias atuais não teria dado certo. Eu, lógico que não gostei, não que eu seja fã dele ou da banda, eu vi essa notícia por acaso, mas pela arrogância do autor em querer desmitificar o cantor e torná-lo uma pessoa insignificante, talvez até maliciosa. Na minha opinião se um escritor quer desmitificar alguém, tem artistas melhores pra fazer isso, tipo Justin, Lady Gaga (que é tão original que imita Madonna e outras cantoras dos anos 80 e seu nome artístico ironicamente veio da música "Radio Ga Ga" do Queen (isso eu descobri outro dia por acaso), Luan Santana (esse não me engana), Restart (tão inteligentes que os próprios integrantes não sabem como se pronuncia restart e pronunciam do jeito que escreve), e outros cantores de hoje que não tem nada a acrescentar à música e só provam o quanto a mídia domina as pessoas e não alguém que já se eternizou. E outra coisa, sobre esse negócio de Freddie Mercury era um personagem. É a coisa mais estúpida que eu já ouvi. Se analisarmos, veremos que todos os cantores são personagens, são como os super-heróis dos quadrinhos e da TV: guiam a sociedade, são imponentes e superiores à humanidade, mas quando descaracterizados são pessoas comuns que amam, sentem medo, têm dúvidas e incertezas, são felizes ou infelizes, gostam de estar com os amigos, namorar, se divertir, etc. Quem se lembra do Homem-aranha, que nos filmes enfrenta criaturas terríveis, e era aclamado pelas pessoas ao erguer o capuz era um jovem franzino, com cara de nerd que tinha que pagar contas, lidar com um chefe chato e lutar pela garota dos seus sonhos. E o Super-Homem, que vestido de azul com a cueca por cima das calças era o homem de aço, capaz de qualquer coisa com sua força e rápido como uma bala, e sem a roupa, era um jornalista vindo do interior, que sofreu bullying na adolescência e que é invisível pra quase todo mundo tamanha a chatice que é sua vida. E o Batman? O temido cavaleiro das trevas, sempre aterrorizando bandidos nas noites frias de Gothan, sem a roupa blindada de morcego e seu cinto de utilidades é um playboy dono de um enorme conglomerado, mas que tem uma lembrança dolorosa que o persegue desde criança, e que mesmo bancando o herói, no fundo essa dor está presente ali. Os cantores são desse jeito, têm uma vida fora dos palcos que pode não ser tão colorida como parece.
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